Opinião

A Barrinha e as “obras” – Florindo Pinto

 

No Diário da República –II Série – nº. 100, de 24 de Maio, é publicado o Anúncio de procedimento nº. 3134/2016, que se prende com as eventuais obras a efectuar na Barrinha de Esmoriz/Lagoa de Paramos.

Uma nota de um leitor atento e Esmorizense deveras preocupado com as “coisas” da sua terra, chegou a nosso poder.
Explica o porquê da existência de tal “documento/procedimento” e de forma muito simples dá a conhecer a “sua” conclusão.

“O objeto do presente procedimento consiste na Implementação do Programa de Monitorização da Intervenção de Requalificação e Valorização do «Sítio» da Barrinha de Esmoriz, para a Fase de Construção, que deverá ser tecnicamente desenvolvido de acordo com as normas legais em vigor, e com o respetivo Estudo de Impacte Ambiental, Declaração de Impacte Ambiental, RECAPE e Decisão (DCAPE) sobre o mesmo, emitida pela Agência Portuguesa do Ambiente, I.P.”

Conclusão: Temos muito que esperar!…
Nas condições expressas para a celebração deste contrato, destinado à aquisição de serviços, é referido o “valor do preço base do procedimento 65000,00 EUR” e as indicações adicionais são:
– O concurso destina-se à celebração de um acordo quadro: Não
– O concurso destina-se à instituição de um sistema de aquisição dinâmico: Não
– É utilizado um leilão eletrónico: Não
– É adotada uma fase de negociação: Não
E com tantos nãos, logo somos levados a pensar e a questionar:
– A obra é para fazer: Não
– A obra vai começar em 2016: Não
– Os políticos vão deixar de prometer: Não
– Os políticos, em futuras campanhas eleitorais, sobre obras na Barrinha, vão falar verdade: Não
– Os políticos dizem ao povo para onde foram os milhões europeus anunciados com o acompanhamento de uma “guterrada”: Não
E o desencanto, vivido pelos nossos antepassados, continuará a “morar” por estas bandas porque, porque… é preciso “correr” com os colonizadores/exploradores – Cidade Justifica Município -.

Florindo Pinto

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