Opinião

A Meteorologia no Futebol – João Gomes

O futebol é um desporto fascinante pelos mais diversos motivos. O estado do tempo é um factor que influencia várias modalidades, mas é o desporto-rei que mais se molda pelas circunstâncias da natureza.

Maior parte da época futebolística realiza-se sob condições ambientais adversas, tendo em conta que 6 dos 9 meses de competição decorrem entre as estações do Outono e Inverno. Como é praticado ao ar-livre, a modalidade vê-se bastante condicionada pelo estado do tempo, o que torna o jogo mais imprevisível. Além disso, o desgaste físico associado às intempéries climáticas aumenta substancialmente. Jogar sobre um terreno “pesado”, empapado pela chuva, não é a mesma coisa que jogar num terreno seco.
Vejamos os casos das grandes equipas do principal escalão nacional que vão perdendo pontos em jogos teoricamente acessíveis, não se adaptando às exigências que o tempo implica.

Por isto, o treinador de futebol, assim como o jogador, tem de ter em conta esta variável quando pensam em estruturar o trabalho do seu grupo, e também o individual, de forma a que haja uma maior adaptação face às circunstâncias climatéricas. Este pode ser um trunfo vital em fases cruciais da temporada em que a componente física e mental se sobrepõe, muitas vezes, à capacidade técnica. Sendo eu um apologista do futebol trabalhado, a equipa deve procurar treinar, e hoje em dia penso que existem muitas mais condições para que tal aconteça, a sua capacidade competitiva em condições desconfortáveis para que seja mais simples a transição para o jogo em si.

Não tendo desenvolvido qualquer estudo sobre este tema, fica aqui uma ideia de que a meteorologia é uma questão que deve ser abordada com mais atenção, uma vez que a sua influência na performance individual e coletiva é substancial.

João Gomes

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