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O FESTivAl que Ovar tem para oferecer exprime-se em português

Tem um conceito quase único, decorre num só dia, é gratuito e tem outra vantagem: ainda pouca gente o descobriu. Mas isso pode mudar porque agora o FESTA sabe o que quer ser, cristalizou um modelo e apresenta-se como uma montra dos novos sons da Lusofonia – à mistura com alguns consagrados.

Alexandre Rosas explica tudo: “O FESTA do ano passado correu muito bem e, por isso, decidimos manter o mesmo formato este ano”.O vereador da Cultura da Câmara Municipal de Ovar admite que “estávamos à procura de um caminho, encontrámo-lo e é por aqui que vamos continuar”.

Este ano, tudo começa mais cedo: No Sábado de manhã, há projectos para crianças e só depois surge a programação mais musical, a partir da tarde. Alexandre Rosas tem preparada uma “celebração da música e da língua portuguesa, que representa ainda uma homenagem aos sons e ritmos que ecoam pelos quatro cantos do mundo que fala português, e num espaço de plena fruição da natureza, o Parque Urbano de Ovar” que surgirá mais iluminado e devidamente alindado para o evento.

O FESTA quer então ocupar um espaço livre dos festivais de verão para celebrar exclusivamente a música de expressão portuguesa. Num só dia, junta-se três continentes e quatro países para muitos concertos, com destaque para a brasileira Elza Soares, a angolana Aline Frazão, os cabo-verdianos Julinho da Concertina e Ferro Gaita, e os portugueses Tumbala, Be – Dom, Projecto Ferver e Tropicáustica. Serão 15 horas de espectáculos, de acesso gratuito, num espaço de natureza, o Parque Urbano de Ovar.

O Sábado abre com espectáculos deambulantes pelo centro da cidade Ovar, criando um ambiente de animação e diversão por onde passam. Esta animação de rua está a cargo da Banda Filarmónica Ovarense, da Sociedade Musical Boa União e dos Tumbala.

O início da tarde será dedicado aos mais novos com o workshop “Do lixo se faz música”, pelos Be-dom, e ainda com oficinas de serigrafia e carimbos.

Às 15h30, os Tumbala voltam a animar a Festa, deambulando desta vez pelo Parque Urbano e, pelas 16h, um dos melhores espectáculos de percussão e humor da Europa apresenta-se no Palco Rio – os Be-dom.

Um dos grandes momentos desta edição chega pelas 17 horas. A cantora e compositora angolana Aline Frazão apresenta o seu mais recente álbum “Dentro da Chuva”. O Projeto Ferver, um colectivo nacional criado inicialmente para o Carnaval de Ovar 2019, com músicos portugueses e brasileiros, promete momentos únicos neste Festa’19, onde a agitação e rebuliço tomam conta de cada pessoa presente e onde a dança não acaba.

A terminar a tarde, sobe ao palco o cabo verdiano Julinho da Concertina, considerado um grande virtuoso e tecnicista deste instrumento, que toca desde os 5 anos.

À noite, o FESTA leva-nos ao Brasil com a icónica Elza Soares, vencedora de vários prémios e galardões internacionais, como o Grammy latino em 2016, “Cantora do milénio” pela BBC em 2000, entre outros, na sua longa carreira de seis décadas.

De regresso a África e a Cabo-Verde, os Ferro Gaita trazem-nos uma explosão de funaná com ritmos vibrantes e contagiantes. A noite e o Festa encerram com os Tropicáustica, um projeto de DJing que surge de uma pesquisa pela música e dança de origem sul-americana e africana.

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