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Bom-dia, Vietname! – Rosendo Costa (Parte II)

 

Como me marcaram trabalho para esse Domingo à tarde – e sinceramente não fiquei muito contente porque queria explorar a cidade de Ho Chi Min – regressei para perto do hotel e dei uma passeada pelas ruas ao redor. Gostei bastante das vielas cheias de vida, com casas pequeninas de várias cores, pequenas cafetarias, esplanadas, restaurantes, mercearias e motas, muitas motas sempre a andar dum lado para o outro num frenesim alucinante.

Era dezanove de Agosto, lembro-me perfeitamente porque fazia anos nessa dia – foi a primeira vez que passei o aniversário sozinho em trabalho num país que não China ou Portugal, mas teve a sua piada!

Almocei à pressa, um malogrado hambúrguer do Burger King ajudado a empurrar com uma Coca-Cola em papel de cartão.

Tomei um duche e vesti um fato e gravata, num tórrido dia de Verão no Sul da Ásia… Tirei imediatamente o casaco do fato, mas da camisa e gravata a suar não me livrei.

Recordo-me de me terem vindo buscar ao início da tarde sob um calor abrasador e húmido e ido de táxi para uma espécie de Starbucks vietnamita onde tomei um belo café e esperei pelos clientes.

Tardaram mas chegaram, um casal simpático, vietnamita, baixinhos, morenos, inteligentes e que falavam vietnamita, mandarim e inglês. As discussão sobre o assunto de trabalho e negócio prolongaram-se pela tarde inteira onde fomos surpresos por uma forte tempestade tropical, daquelas que só se costuma ver pelo pequeno ecrã da televisão, algures numa selva qualquer do mundo, na BCC, mas ali era real e a cores, um manto de chuva forte, calor, trovoada e vento, era tão espectcular que dava por mim a distrair-me ocasionalmente da reunião para olhar lá para fora e contemplar aquele espectáculo da natureza.

Como seria de esperar, por este lado do globo, fomos jantar com os clientes a convite do mesmo. Na China é igual, parceiros e clientes gostam de pagar jantares, gostam de celebrar e discutir negócios sobre a comida e a bebida – tradições asiáticas…
No Japão também senti o mesmo, e lembro-me dum jantar formal de trabalho com o Embaixador de Portugal e homens de negócios, naqueles restaurantes em que se tira os sapatos e se deixa à porta… mas a ida ao Japão…essa… deixarei para outro capítulo!

Achei o restaurante peculiar: pequeno, apertado com uma escadaria em madeira, molhada pela chuva e com um lago ao lado. Tive bastante cuidado a subir e achei que o lago ao lado da escadaria de madeira, num dia de chuva e sem corrimão, era um convite a um duro banho de água fria.

Não seria um jantar, seria um banquete e como já esperava, por ter ido no ano anterior ao Vietname, a comida nunca desilude! Nada! Não será tão vasta como a comida chinesa, nem tão popular como a japonesa, mas a comida vietnamita é sem dúvida a mais saborosa!

Tirando o arroz cozido em vapor que se come cá pelas Ásias, tudo o demais era espectacular! Caranguejos de casca mole fritos em que se come tudo (patas, olhos, pinças, carapaça); uma espécie de rolos de vegetais; fruta que se pica em uma mistura de sal e piri-piri e se come; camarões selvagens super deliciosos; saladas; doces; não consegui fixar tudo, mas era tudo fantástico!

Depois do jantar, selfies e fotos de grupo com os clientes, era tempo de recolher ao hotel, mas ainda era cedo, bastante cedo para quem está a descobrir um país! Fui só ao hotel tomar banho e mudar de roupa e rumei mais um colega a um bar no terraço dum hotel ali perto com uma vista fantástica sobre a cidade de Ho Chi Min!

No dia a seguir seria segunda, lembro-me de após tomar o pequeno-almoço termos apanhado um táxi para supostamente reunir com um cliente, mas a meio do caminho a reunião foi cancelada e dirigimo-nos antes para a empresa, onde conheci os colegas da filial vietnamita e onde debatemos a conferência e dei formação.

Durante a tarde, não me tinham marcado planos, então quando disseram que estava dispensado não pensei duas vezes em regressar ao hotel e experimentar a piscina no terraço!

No dia seguinte, teria a conferência de manhã no hotel, regressar ao escritório à tarde para conversar com os clientes e iria jantar com dois vietnamitas parceiros de negócio e conhecer a noite de Ho Chi Min, numa discoteca fantástica, simpática e acolhedora e depois numa esplanada nocturna onde se comia fruta e bebia cerveja. A parte mais engraçada dessa noite foi termos tirado uma foto na discoteca e a mesma ser exposta no ecrã de fundo da mesma, em grande, a desejar-nos boas-vindas ao Envy Club, uma recepção à boss!

No dia seguinte seria o meu último dia em Ho Chi Min, dia de estar presente em mais uma conferência noutro hotel e sair à pressa para apanhar um voo doméstico para a cidade de Hanói. Ficará para o próximo capítulo!

Rosendo Costa no Vietname

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