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CDS quer saber quando reabre o polo de saúde de Arada

Numa pergunta dirigida à ministra da saúde, os deputados do CDS João Pinho de Almeida e Ana Rita Bessa querem saber quando reabrirá o polo de Arada da USF Laços.

Os deputados questionam também se a ministra da saúde tem conhecimento, e confirma, que o polo da USF Laços, em Arada, concelho de Ovar, ainda não reabriu nem tem data prevista para reabrir, e quais os motivos para este adiamento sem data.

Querem depois saber se a ministra tem conhecimento e confirma que a USF Laços está a enviar cartas – não datadas – aos utentes do polo de Arada, desmarcando as consultas de vigilância de doenças crónicas e sem marcação de nova data para as referidas consultas, e se a governante considera razoável que doentes crónicos que necessitam de vigilância regular vejam as suas consultas canceladas, sem marcação de nova data, e sendo-lhes apenas facultado um contacto telefónico para usar «em caso de necessidade dos serviços».

Também, na carta tipo em causa refere-se que uma médica de família deixou a USF Laços e que será esse o motivo dos adiamentos das consultas. Confirmando-se, João Pinho de Almeida e Ana Rita Bessa querem saber se está já prevista a contratação de um/a médico/a que substitua a médica que saiu e assegure os devidos cuidados de saúde à sua lista de utentes e em que data.

Finalmente, perguntam quando reabrirá o polo de Arada da USF Laços.

Aquando do “estado de calamidade” e “cerca sanitária” no concelho de Ovar, foram encerradas várias unidades de saúde locais, entre as quais o polo da USF Laços, em Arada, deixando os utentes sem resposta de cuidados primários nesta, e noutras, freguesias.

Com várias unidades encerradas, o Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Vouga (ACES Baixo Vouga) fez algumas alterações no funcionamento das USF do concelho de Ovar, redistribuindo os doentes de Arada para Cortegaça (USF Laços).

No regresso à “normalidade” algumas das unidades foram reabrindo e retomando a sua atividade, mas tal não aconteceu com o polo de Arada, tendo o ACES Baixo Vouga justificado o adiamento com a necessidade de proceder a mudanças «que já deveriam estar feitas há muito tempo».

Porém, o Grupo Parlamentar do CDS recebeu alertas de vários utentes de Arada, que estão a receber cartas – sem data – a desmarcar as consultas previstas. Na carta tipo enviada pela USF Lagos – de que recebemos vários exemplares –, e cujo assunto é «Desmarcação de Consulta», refere-se e citamos:

«Vimos por este meio informar que, por motivo de saída da sua medida de família da nossa USF, a consulta que estava marcada ficará sem efeito.

Em caso de necessidade dos nossos serviços (em Cortegaça apenas), entre em contacto connosco através dos tlfs […]. Mais se informa que o polo de Arada está temporariamente encerrado.»

Sendo algumas destas consultas de vigilância de hipertensão e outras doenças crónicas, que necessitam de monitorização regular absolutamente necessária para a saúde dos doentes em causa, estranha-se que se refira que «em caso de necessidade dos nossos serviços» os doentes entrem em contacto telefónico com a USF, e não se sugira uma nova data para as consultas em causa.

O CDS-PP defende, e sempre defendeu, a existência de uma boa e abrangente rede de Cuidados de Saúde Primários (CSP), desde logo como “porta de entrada” para o Serviço Nacional de Saúde, e entende, por isso, que a imprevisibilidade de reabertura do polo de Arada não assegura aquela população os devidos cuidados de saúde, com qualidade e em tempo clínica e socialmente adequado.

Trata-se, além do mais e em alguns casos, de uma população com pouca mobilidade, sem transportes públicos regulares e com fracos recursos económicos para deslocações em transportes de aluguer.

Compreendendo que a pandemia obrigou, e bem, à tomada de medidas excecionais, principalmente no que diz respeito a unidades de saúde, o CDS-PP entende, no entanto, que o Governo tem agora de continuar a política de reforço nos CSP, assegurando a necessária proximidade junto das populações, nomeadamente nas que foram mais afetadas, como é o exemplo do concelho de Ovar.

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