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Chef desistiu a tempo de receber a caução

O presidente da Câmara Municipal de Ovar explica que o Chef António Vieira, aproveitando o facto de ainda não ter assinado o contrato da concessão do restaurante Vela Areinho, “desistiu e tivemos que lhe devolver a caução”.

O processo de concessão à exploração do Restaurante Vela Areinho parecia ter, desta vez, tudo para vingar. O vencedor do concurso era um nome de peso da gastronomia nacional, com vários projectos da gastronomia nacional e, actualmente, dono de um restaurante na Foz do Porto.

Sucede que, quando ganhou o concurso, o Chef António Vieira tinha iniciado um projecto no Cais de Gaia, o que o terá impedido de avançar logo para o projecto do Vela Areinho.

Nessa altura, solicitou uma prorrogação do prazo e logo a seguir soube-se que iria começar o desassoreamento da Ria, pensando-se inicialmente que poderia começar no concelho de Ovar. Mesmo assim, diz Salvador Malheiro, “tendo-se iniciado na Murtosa, chegará aqui rapidamente”.

Por esta altura, a documentação circulava de um lado para o outro e não foi possível assinar logo o contrato, mas o interesse mantinha-se de ambas as partes. Essa prorrogação foi aprovada por unanimidade em reunião de Câmara, mantendo o caderno de encargos do concurso e “permitindo que o Chef pagasse daqui a alguns meses, na certeza de que, no final do contrato, teria de pagar tudo o que estava acordado”.

No entanto, de uma análise que ele próprio fez posteriormente, “veio informar-nos que não estava em condições de garantir tudo, aproveitando o prazo entre a adjudicação e a assinatura do contrato para desistir e pedir a devolução da caução”. “Dado não haver contrato assinado, devolvemos os cerca de 9 mil Euros, de acordo, aliás, com informação dos nossos serviços jurídicos”, concluiu Salvador Malheiro.

Apesar das explicações, o vereador socialista Victor Amaral, de acordo com a declaração de voto sobre o assunto, deixada na última reunião do executivo, continua a considerar “um erro a restituição dessa caução”. Da mesma opinião é o deputado centrista Fernando Almeida que questiona a lentidão do processo que não assinou contrato.

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