LocalSlider

Comerciantes contra abandono da estação da CP

Já matou cobras, ratos e ratazanas.

Comerciantes do largo da estação estão revoltados com o estado de abandono a que está votada a estação da CP de Ovar. O mato cresceu tanto que já nem deixa ver as linhas que traziam mercadorias para a vila e que estão desactivadas há muitos anos. Tornou-se ninho e esconderijo de bicharada.

António Coutinho, proprietário do restaurante D. Joaquim, inaugurado há pouco tempo no referido largo, é o rosto do desânimo. “Já matei três cobras e vários ratos e ratazanas que vêm desta propriedade abandonada pertencente à Infraestruturas de Portugal (IP)”.

“Abri uma casa nova, investi muito dinheiro nesta zona da cidade e debato-me com problemas que nunca pensei que existiam em pleno século XXI”, lamenta o proprietário apontando para as medidas que teve que tomar para vedar as portas do seu estabelecimento à bicharada indesejável que por ali prolifera.

A quem o comerciante não consegue fechar as portas é aos passageiros da CP que lhes entram pelas casas de banho dentro, sem pedir licença ou um café que seja. “Os comboios não têm WC e a casa de banho da estação de Ovar só funciona se pedirem uma chave e quem já a pediu diz que, lá dentro, não há papel, nem limpeza”, descreve Coutinho que assevera ter o apoio dos restantes comerciantes desta zona da cidade.

Assim sendo, aflitos, saem dos comboios e entram pelo restaurante dentro, sujam tudo e vão-se embora sem gastar um cêntimo. “Prejuízo atrás de prejuízo” que já o levou a encerrar os lavabos do restaurante, reservando-os para uso exclusivo dos seus clientes. “Não é público, é para os meus clientes”, reforça o proprietário que já pediu esclarecimento à IP sobre esta situação, sem resposta.

Enviou também queixas à Junta da UFO e à Câmara Municipal de Ovar, tendo ficado a saber que o PEDU – Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano vai requalificar aquela zona da cidade e que o próprio projecto não foi mais longe porque a IP não abriu mão desses terrenos que estão, aparentemente, ao abandono. O Município tem a promessa de um projecto para a estação da própria IP.

Artigos relacionados

Deixe uma resposta