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Concessionários queixam-se de falta de apoio do Governo

Pandemia da Covid-19 pode obrigar ao encerramento de várias concessões

O presidente da Associação de Concessionários de Praias e Bares da Zona Norte criticou os custos que, na zona Norte, os encargos com a contratação de nadadores-salvadores acarretam, sobretudo numa época como a que o país atravessa.

“São custos que normalmente andam à volta, entre quatro a cinco mil euros por mês, para cada concessionário. Mas há concelhos, como por exemplo, o de Ovar, em que a cada concessionário, numa época como esta, fica por 11 mil euros. É muito dinheiro e há concessões que acabam por fechar, por desistir porque não conseguem fazer face a estes custos”, alertou.

“Perante esta situação de crise sanitária gravíssima, uma pandemia, e dado o grande problema dos contágios que podem existir, e o facto de poder haver encerramento de praias ou de estabelecimentos – esperamos que isso não aconteça, aliás, estamos a cumprir com todos os requisitos recomendados -, entendíamos que a nível nacional o Estado devia ter assumido a contratação de nadadores-salvadores e a garantia da segurança das pessoas nas praias, particularmente este ano”, defendeu o presidente da Associação de Concessionários de Praias e Bares da Zona Norte.

Luís Carvalho falava aos jornalistas à margem da cerimónia de abertura da época balnear na região Norte, assinalada pelo ministro do Ambiente e Acção Climática, João Pedro Matos Fernandes, na Praia do Senhor da Pedra, em Vila Nova de Gaia.

Confrontado com as queixas dos concessionários do Norte, o ministro passou a responsabilidade para os municípios. “As autarquias que já assumiram essa responsabilidade estão a comparticipar nesse mesmo pagamento e a APA [Agência Portuguesa do Ambiente] está a fazer um conjunto de protocolos com um conjunto de autarquias, com uma verba que já está estimada em 500 mil euros, [para] vir a comparticipar aquilo que são as despesas várias, despesas extra, que as autarquias, e com elas os concessionários, tiveram, ou virão a ter, ao longo desta época balnear”, referiu Matos Fernandes.

Depois de questionado pelos jornalistas, o governante explicou o que são “despesas extra”, indicando tratarem-se, por exemplo, de despesas relacionadas com “segregar acessos, colocar mais alguns equipamentos nas praias para poder garantir a segurança dessas mesmas praias, um maior ritmo e uma maior frequência na recolha dos resíduos”.

Segundo Matos Fernandes, quando as concessões são diminuídas na sua dimensão, o que acontece “em alguns casos”, nesses casos, a receita dos concessionários “é diminuída e, portanto, pode também ser considerado que parte desse dinheiro seja para pagar algumas das despesas do serviço público que os concessionários têm, entre elas, o pagamento dos nadadores-salvadores”.

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