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Depois da desmaterialização, Hospital de Ovar aposta na robótica

O Hospital Dr. Francisco Zagalo, Ovar, depois de lançar um projeto ambicioso de desmaterialização de processos e registos designado por HOSP (Hospital de Ovar Sem Papel) recebeu da SPMS (Serviços Partilhados do Ministério da Saúde) um robot que será usado, para fins terapêuticos na Unidade de Cuidados Continuados (UCC) do Hospital.
Em visita ao Hospital de Ovar, a Secretária de Estado da Saúde, Rosa Valente de Matos, teve a oportunidade de assistir à utilização do robot por uma utente da UCC.

O robot, em formato de foca bebé, criado pelo japonês Takanori Shibata, visa melhorar a qualidade de vida e promover o bem-estar das pessoas com sinais e sintomas de ansiedade, depressão, desorientação ou dificuldades em manter foco comunicacional, de acordo com uma avaliação psicológica do efeito emocional e cognitivo, e da terapia ocupacional a desenvolver, comparando-se os efeitos entre grupos de doentes em que seja aplicado o robot e nos que não seja aplicado.

Esta visita surge à margem da sessão de lançamento do SOSP: Saúde em Ovar Sem Papel, que teve lugar a 13 de março de 2018, na Escola de Artes e Ofícios de Ovar, inserido no âmbito da transformação digital do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O SOSP é um projecto do Ministério da Saúde, envolvendo a SPMS, a ARS_Centro, o ACeS Baixo Vouga e o Hospital Dr. Francisco Zagalo, surgindo com uma evolução do HOSP: Hospital de Ovar Sem Papel desenvolvido nos últimos 5 meses. Com o SOSP, os utentes do ACES BV vão poder sair de uma consulta com o médico de família já com os meios complementares de diagnóstico e terapêuticos agendados no Hospital de Ovar e, após a realização dos exames, os resultados ficam também disponíveis para o médico de família no sistema informático.

O projecto vai arrancar com uma experiência-piloto na Unidade de Saúde Familiar João Semana e, progressivamente, será alargado a outras Unidades Funcionais de Ovar.

O Hospital de Ovar tem sido pioneiro neste processo de desmaterialização que já permitiu aumentar de 27% para 73% a percentagem de Receitas Sem Papel totalmente desmaterializadas (valor registado em janeiro de 2018), reduzir o consumo de papel que, nos meses janeiro e fevereiro decresceu quase 50% em relação ao período homólogo de 2017, apostar na desmaterialização da gestão documental e da gestão de assiduidade, anular os novos processos clínicos em papel, entre outras mudanças, que têm também possibilitado testar em contexto real aplicações que estão a ser desenvolvidas pela SPMS.

Para Luís Miguel Ferreira, presidente do Conselho Directivo do Hospital Dr. Francisco Zagalo, “é um enorme privilégio fazer parte desta história, que está a ser escrita com o esforço e dedicação dos nossos profissionais e que, como se verificou na sessão de hoje, consubstancia um trabalho reconhecido pelo Ministério da Saúde, pela SPMS e por inúmeras unidades hospitalares de vários pontos do país que quiseram ouvir o nosso testemunho”. “Mas este momento, que sinaliza alguns resultados importantes obtidos com o HOSP, não é o fim de um percurso. É também um momento para darmos início a uma nova fase, de alargarmos o projecto à realidade de todo o concelho de Ovar e de aprofundarmos a ligação aos cuidados de saúde primários”, rematou.

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