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Duas exposições de pintura com registos muito próprios

Decorreu no sábado (27 de maio) a inauguração de mais duas exposições de pintura no Museu de Ovar, na linha do trabalho que vem desenvolvendo para divulgar novos nomes de artistas das artes plásticas do país. Alvarenga Marques que nasceu em Moçambique e reside no Porto, mostrou “Color Blind”, enquanto Renata Carneiro, natural do Porto, apresentou “Natureza Feminina”.

Os momentos de inauguração divididos pelas duas salas em que as obras vão estar patentes até 24 de junho, tiveram as habituais palavras de bem receber os artistas do director do Museu de Ovar, Manuel Cleto, e da vereadora da educação do Município de Ovar, Ana Cunha, que partilhou estar a orientar um projecto para a igualdade no feminino, realçando a presença de duas artistas mulheres e o facto de as mulheres estarem a sobressaírem mais no mundo da arte. Palavras da autarca local que as pintoras destacariam deste momento nas suas exposições individuais.

Com registos e afirmação dos seus caminhos muito próprios em exposições dentro e fora do país, estando também representadas em diversas colecções públicas e privadas em Portugal e no estrangeiro. Ambas as pintoras com formação académica nas artes plásticas, repartem-se entre o ensino e a criação plástica, em que têm vindo a explorar preferencialmente as potencialidades permitidas na pintura.

No caso de Alvarenga Marques, o seu trabalho é muito a junção de estilos entre poparte e stritarte. Como referiu esta artista, que em 1994 foi Prémio Revelação na IV Bienal de Gravura da Amadora, e já viu o seu trabalho reconhecido com prémios na U.S.A., Argentina e Itália. As obras expostas são, “uma busca muito minha e muito à parte das modas, em que eu insiro vários elementos, nomeadamente grafismos, alguns muito infantis mesmo. Faço uma conjunção que para mim faz sentido e que espero que para os outros também resulte”, e acrescentou, “foi um desenvolvimento que fui fazendo desde que comecei a estudar a pintura e as artes” ou seja, afirmou, “muita busca e muita experiencia. Fui percorrendo o meu caminho”.

Já Renata Carneiro, em que das suas exposições mais recentes se destacam os projetos artísticos desenvolvidos durante o ano de 2016, com a sua pintura a ser vista em várias cidades portuguesas, mas também do Brasil, Japão, Argentina, Espanha e França em Paris. O trabalho que veio mostrar ao Museu de Ovar em “Natureza Feminina”, como afirmou, “também é muito pessoal, é muito feminino. Faço estas figuras, que são a representação da mulher através de vestidos. Não represento a cabeça de propósito, para que cada mulher se identifique quando está a ver o meu trabalho. São também passagens pela minha vida, situações que são muito pessoais e que eu transmito na pintura”, concluindo sobre este seu caminho nas artes, que, “tenho tendência para evoluir, mas basicamente é por este registo”.

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