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Embaixador norte-americano pede apoio aos empresários aveirenses

 

Vários empresários vareiros participaram no encontro com o embaixador dos Estados Unidos da América (EUA), Robert Sherman, que se deslocou a Aveiro para divulgar o Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP, na sigla em inglês) que está a ser negociado entre os EUA e a União Europeia (UE). O diplomata confia que o documento vai também beneficiar os empresários portugueses, abrindo uma nova via para o crescimento económico do nosso país.

Falando na AIDA – Associação Industrial do Distrito de Aveiro, Robert Sherman lembrou que os efeitos do T-TIP vão muito para além dos resultados económicos, enunciando o passado histórico comum luso-americano para dizer que “Portugal tem estado sempre do lado dos EUA e é por isso que esta parceria é tão importante para nós”.

O embaixador norte-americano tinha à sua espera uma sala repleta de empresários aveirenses a quem disse que “a parceria está mais focada nas PME’s porque são elas que constituem o grande tecido empresarial norte-americano e é nelas que temos de pensar se queremos crescer, pois as grandes podem ir para onde quiserem”.

Robert Sherman que, em Aveiro, deu continuidade a um roteiro por Portugal para divulgar o T-TIP, convergiu na opinião deixada pelo presidente da CIRA, Ribau Esteves, quando este disse que a questão não é apenas económica, mas também política. Da Ucrânia até à Síria, passando pelo Médio Oriente e o Norte de África, os países nossos vizinhos continuam muito frágeis e instáveis.

“As vagas de imigrantes que chegam às fronteiras externas da Europa em busca de um futuro melhor recordam-nos que queixamo-nos muito, mas há quem dê a vida para tentar vir para junto de nós”. Para o autarca aveirense, “há uma paz na Europa que parece definitiva mas a crise na Ucrânia veio mostrar-nos que não é assim e que temos de a cuidar e tratar”. Por isso, a parceria histórica e estratégica tem que ser acarinhada “e aprofundada, se possível, também em termos económicos”, sublinhando Ribau Esteves que “a nossa relação com os EUA é demasiado importante e é parte de toda a questão”.

Nunca discordando de que o T-TIP é uma oportunidade a aproveitar, Ribau Esteves alertou, no entanto, para “alguns inconvenientes que pode conter e que devemos acautelar”.
O presidente da AIDA, Fernando Castro, agradeceu a visita do embaixador, fazendo justiça ao facto de “Aveiro ser o terceiro distrito do país em termos económicos”. Por outro lado, não escondeu ser uma “grande responsabilidade, pois a AIDA está hjá 28 anos empenhada em dinamizar o comércio com outros países, nomeadamente com os EUA”.
Em representação do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Paula Redondo Pereira, lembrou que o acordo não está a ser negociado com Portugal, mas sim com a União Europeia que é a interlocutora dos 28 países membros. Para ajudar o governo a entender o impacto deste acordo na nossa economia, foi encomendado um estudo que concluiu que o acordo terá efeitos muito positivos na economia portuguesa. Paula Redondo Pereira lembrou que há um questionário disponível que pode ser respondido até final deste ano, de modo a auxiliar o acordo.

Do AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, Pedro Pessoa e Costa, para além de adiantar que o T-TIP deverá estar concluído em 2016, abordou ainda uma outra questão que interessa aos empresários portugueses que querem vender nos EUA. “Além de tudo o mais, há o chamado mercado da saudade que diz directamente respeito às comunidades portuguesas emigradas, neste caso, nos EUA, e que estão sempre ávidas de produtos portugueses”.

 

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