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“Kumulunimbu”: Sensibilidade e emoção na ponta do fio

“Kumulunimbu”, da companhia catalã Ortiga, foi das coisas mais bonitas que vimos na edição deste ano do FIMO – Festival Internacional de marionetas de Ovar.

A história é comovente e é manipulada de modo sublime por Gui Geromes, um antigo estudante da Catalunha apaixonado por Portugal. “Vivi no Porto enquanto estudante e fiquei a adorar o vosso país, em especial a cidade do Porto, onde estudei e aprendi tudo sobre arte”, disso ontem, muito emocionado, no final do espectáculo.

“Desculpem, estou emocionado, porque o que sou aprendi no vosso país, porque adoro as pessoas e muito especialmente a arquitectura”, continuou, apontando para a pequena casa que integra o cenário de “Kumulunimbu”. “Adoro as portas velhas das vossas casas antigas”.

“Portugal é um país maravilhoso e os portugueses só têm de acreditar”, alertou, concluindo: “Estou feliz e emocionado por estar aqui”.

A peça é maravilhosa. Fala-nos da amizade entre uma menina e uma nuvem, fala sobre bravura, injustiça, migrações e a esperança permanente da protagonista.

Gui Gerones Nair e Pau Palaus conceberam um espectáculo que cativa os mais pequenos e põe os adultos a pensar. Os fantoches e os palhaços combinam-se na perfeição (a questão dos refugiados sempre presente), pleno de detalhes, humor, crítica e surpresas, onde a poesia nos leva a navegar num mar turbulento de emoções. (fotos BV e DR)

 

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