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Museu de Ovar mostra “Anjos Caídos” de Celeste Ferreira

O regresso da pintura da artista plástica Celeste Ferreira ao Museu de Ovar com a exposição “Anjos Caídos”, em óleo sobre tela e técnica mista sobre papel, foi assinalado no dia 25 de novembro, na Sala dos Fundadores.

No momento da inauguração, a pintora nascida em Vila Nova de Gaia, em 1953, chamou atenção para o texto de António Cabrita, no catálogo da exposição em que começa por afirmar: “de cada vez que me falam da morte da pintura reajo sempre com um dito de Mark Rothko: Um quadro é uma afirmação de ideias de real do artista feita nos termos do seu discurso plástico”.

Das obras expostas no Museu de Ovar, a artista destacou que “três dos quadros a óleo da exposição são explícitos: temos um anjo caído, um combate entre figuras angélicas. E um corpo decepado”, para concluir que, “anjos caídos somos nós todos e unicamente pela assertividade do corpo, não nos desviando da dignidade deste, nos será devolvida a memória do anjo que se pinta a si mesmo em si mesmo: corpos galvanizados, des-truncados, que justapõem à sua falta a metamorfose”, como escreveu António Cabrita.

Usou ainda da palavra José Fragateiro, presidente da Assembleia da União das Freguesias de Ovar, São João, Arada e São Vicente de Pereira Jusã, que reafirmou a mensagem de Manuel Cleto, quando este manifesta também no catálogo da exposição, “a enorme satisfação de poder contar com a disposição e amizade de artistas que proporcionam uma diversificada oferta cultural e artística a quem nos visita”, afirmando a propósito deste regresso da artista Celeste Ferreira ao Museu de Ovar, que, “é mais uma grande oportunidade para absorvermos a beleza da poesia que se depreende do espirito sensível e intimista das suas coloridas telas, em cuja longa carreira, a figura da mulher surge como elemento definidor da sua obra, como pintora do poético feminino”. Exposição que pode ser vista até 29 de dezembro.

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