CulturaSlider

Museu de Ovar mostra Jorge Barradas no seu 54º aniversário

Na programação anual do Museu de Ovar para este novo ano que agora tem inicio, para além da continuação das iniciativas literárias do “Á Palavra no Museu” e da “Comunidade de Leitores Ovarenses” dinamizadas pelo autor Carlos Nuno Granja, a agenda de exposições está já preenchidíssima com um vasto leque de artistas em que se inclui uma mostra sobre a obra da artista ceramista de Ovar, Beatriz Campos.

Entretanto, para assinalar o 54º aniversário do Museu de Ovar, fundado a 8 de janeiro de 1961, janeiro foi dedicado ao “Mês do Museu” com uma exposição de obras, de Jorge Barradas (1894/1971) e amigos, que pode ser vista na Sala dos Fundadores até ao dia 7 de fevereiro.

A exposição reúne algumas das obras de arte, de Jorge Barradas, entre as quais, litografias (como “O Romeiro” – 1956, “Visitação” – 1961), aguarelas (“Meninas de Branco” – 1947, “Vaso de Flores” – 1953), desenho (“Costa Nova” – 1928) ou óleo sem tela (“Paisagem” – 1963) e obras em placas de cerâmica, de argila vidrada, de Jorge Barradas, incluindo ainda “A Flor” de Artur Bual (óleo s/tela) ou o retrato de Laura Barradas, mulher de Jorge Barradas, da autoria de Ana de Tudela, que ajudam a colorir esta mostra inaugurada no sábado (10 de janeiro) pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Ovar, Domingos Silva.

O autarca realçou a “postura pró-ativa da direção do Museu de Ovar na mostra do seu espólio”, uma vez que, como acrescentou ainda, “é importante as pessoas terem conhecimento do espólio e da disponibilidade destes artistas”, que contribuem para a riqueza que o Museu de Ovar guarda e que desta forma é dada a conhecer.

Domingos Silva enalteceu ainda o trabalho desenvolvido pelo diretor desta casa de reconhecida promoção cultural, Manuel Cleto e do seu antecessor também presente, Manuel Brandão, afirmando que, “é importante cada um fazer o seu caminho e ocupar o seu espaço”.

A mostra sobre Jorge Barradas, que foi pintor, ceramista, ilustrador e caricaturista, tendo colaborado em vários jornais e revistas, faz parte do vastíssimo acervo do Museu de Ovar que, já em 1974, mostrou algumas das peças do artista nascido em Lisboa numa exposição retrospetiva, e que este ano foi tema para assinalar mais um aniversário do Museu que incluiu no mesmo dia 10, à noite, uma sessão alusiva ao aniversário da Instituição que teve como fundador José Augusto de Almeida.

Agradecimentos e partilha de muito reconhecimento

Na noite deste sábado (dia 10), marcada por múltiplas ofertas culturais, ainda foi possível, na sessão evocativa do 54º aniversário, um momento surpreendente recheado de simbolismo, quando o diretor do Museu de Ovar, Manuel Cleto, distribuiu sentidos agradecimentos dirigidos individualmente a quem tem colaborado ativamente com a Instituição e de seguida fez questão, de em nome do Museu, entregar a vários outros cidadãos presentes, diplomas “pelos Relevantes Serviços prestados a este Museu”.

Destacando-se entre os nomes merecedores de tal reconhecimento as técnicas funcionárias do Museu de Ovar, Leonor Silva e Lurdes Soares a quem o presidente da Câmara Municipal de Ovar, Salvador Malheiro e o presidente da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Ovar, S. João, Arada e S. Vicente de Pereira Jusã procederam à entrega dos respetivos diplomas.

A titulo póstumo, foi igualmente atribuído um Diploma ao fundador do Museu de Ovar, José Augusto de Almeida para ser colocado junto à foto em sua homenagem.
Os autarcas também deixaram palavras de reconhecimento e lembranças. Foi o caso de Bruno Oliveira que salientou o “bom trabalho em prol da nossa cultura”, enquanto Salvador Malheiro, referiu o “rumo certo ao serviço da população” e acrescentou, “o Museu de Ovar já percebeu que tem aqui um parceiro para correr a seu lado” terminando o presidente da Câmara a afirmar que, “o Museu de Ovar muito dignifica o Município”.

A sessão encerrou com o presidente da Assembleia Geral, Oliveira Dias, a falar de muito voluntarismo e boas vontades que tornam possível a realidade de hoje do Museu de Ovar. Lembrou ainda episódios e memórias que provam que a vida e atividade do Museu representam, “esta capacidade de mobilizar pessoas e vontades”. Memórias que Manuel Brandão acredita virem a ser partilhadas em livro, como resultado dos contributos do único fundador ainda vivo, Manuel Silva. Com toda esta responsabilidade do passado, que representa o próprio espólio confiado a esta Instituição com mais de meio século. Manuel Cleto falou do futuro e dos desafios a que é preciso responder, desde logo os projetos de arquitetura que permitam um mais adequado reaproveitamento do antigo edifício do Museu de Ovar e área envolvente na Rua Helidoro Salgado.

Artigos relacionados

Deixe uma resposta