LocalSlider

Ninho de vespa asiática detectado e destruído

Um ninho de vespa asiática, recentemente descoberto por populares,  no centro de Ovar, foi esta segunda-feira destruído pelos serviços da Câmara Municipal de Ovar.

O ninho encontrava-se no alto de um pinheiro azul, numa casa devoluta localizada junto ao Hotel Meia-Lua e é mais um caso de vespa asiática no concelho de Ovar.

Os Amigos do Cáster e a Quercus informam que, só este ano, já foram destruídos 20 ninhos desta espécie no concelho e por isso adverte que a população de Ovar deve estar atenta, considerando “importante a vigilância das pessoas para este problema, dadas as possíveis consequências na segurança pública e certas repercussões no ambiente, na produção de mel e na produção agrícola”.

Vigilância passiva

A detecção ou a suspeita de existência de ninho ou de exemplares de Vespa Asiática Vespa velutina nigrithorax deverá ser comunicada para uma das seguintes instâncias, o portal www.sosvespa.pt, linha SOS AMBIENTE (808 200 520), Câmara Municipal de Ovar ou Junta de Freguesia mais próxima do local.
A população deve estar atenta não apenas à ocorrência de ninhos. Também se deve preocupar com a sua destruição. Por conveniência ou desconhecimento, é frequente destruírem-se ninhos de vespa crabro, espécie tradicional desta região, que compete com a vespa asiática dificultando a sua disseminação. Este facto pode acontecer. A responsabilidade de destruir ninhos de vespas cabe exclusivamente à Câmara Municipal de Ovar e à Protecção Civil. Pessoas ou entidades não credenciadas para o efeito devem ser denunciadas linha SOS AMBIENTE (808 200 520).

Identificação

A vespa velutina é uma vespa de grandes dimensões. A cabeça é preta com face laranja/amarelada. O corpo é castanho-escuro ou preto, aveludado, delimitado por uma faixa fina amarela e com um único segmento abdominal amarelado-alaranjado, o que torna difícil de a confundir com qualquer outra espécie. As asas são escuras e as patas castanhas com as extremidades amarelas.
O tamanho da Vespa velutina varia de acordo com o alimento, o lugar e a temperatura, sendo contudo uma das maiores espécies de vespas. A rainha pode ter até 3,5 cm.

Os ninhos, constituídos por fibras de celulose mastigadas, têm uma forma redonda ou em pera, com uma abertura semelhante a uma saída lateral, podendo atingir um metro de altura e cerca de 50-80 cm de diâmetro, e são geralmente construídos em árvores com alturas superiores a 5 metros. Cada ninho pode albergar cerca de 2 000 vespas.

Introdução da espécie na Europa e em Portugal

Segundo o ICNF a introdução da Vespa Asiática involuntária na Europa ocorreu em 2004 no território francês, tendo a sua presença sido confirmada em Espanha em 2010, em Portugal e Bélgica em 2011 e em Itália em finais de 2012. Esta infestação tem progredido a grande velocidade de norte para sul de Portugal. Inicialmente só ocorriam colónias no norte de Portugal, nomeadamente no Minho, actualmente já ocorrem com muita frequência na região de Aveiro.

Impacto na segurança pública e no ambiente

Como já foi referido esta introdução tem impacto negativo na apicultura, produção agrícola, na segurança pública e no ambiente.
Na segurança pública: embora não sendo mais agressiva para o ser humano do que a vespa autóctone, reage de forma bastante agressiva às ameaças ao seu ninho; perante uma ameaça ou vibração a 5 metros, produz-se uma resposta de grupo que pode perseguir a fonte da ameaça durante cerca de 500 metros. Além disso, o grande tamanho que podem atingir os ninhos e em algumas ocasiões a sua localização em zonas urbanas ou periurbanas, podem resultar em maior risco para os cidadãos.
No ambiente: é uma espécie invasora, predadora natural das abelhas e outros insectos, o que pode eventualmente originar a médio prazo impactos significativos na biodiversidade, em particular nas espécies de vespas nativas e nas populações de outros insectos. Como efeitos colaterais da diminuição de insectos autóctones (nativos), pode ocorrer uma menor polinização de espécies da vegetação natural ou cultivada, diminuindo também a biodiversidade vegetal.

Artigos relacionados

Deixe uma resposta