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O novo e melhorado som das escolas de samba

canto certo

O Carnaval de 2017 fica marcado por várias inovações. Umas mais evidentes e outras menos, como é normal e natural. Houve uma que não saltou à vista, entrou antes pelo ouvido. Tratou-se da melhoria generalizada da qualidade do som com que as escolas de samba e alguns grupos de Carnaval desfilaram na avenida.

O responsável por essa melhoria foi Rui Rilho, jovem ovarense licenciado em Produção Musical que deu uma mãozinha que se revelou fundamental.

“Tudo começou no ano passado quando alguns amigos meus com sambas concorrentes aos enredos me pediram para ajudar a gravar as suas maquetes para apresentarem nas escolas de samba”.

Rilho ajudou, mas achou tudo aquilo “uma experiência incrível” e que tinha que repetir este ano. Para além de sambas concorrentes, “este ano foi-me proposto a gravação dos sambas oficiais das escolas de samba, proposta à qual não hesitei em aceitar, sabendo que a responsabilidade seria muito maior”.

“A maior dificuldade foi a gestão do tempo”, refere o técnico vareiro, “sendo que ainda não consigo viver apenas da música, tive que conciliar horários bem como teve de haver uma abertura no que diz respeito à disponibilidade e horários de gravação por parte dos intervenientes”.

Apesar disso, “correu tudo impecavelmente bem, na perspectiva de que o resultado final foi satisfatório para todos e a aprendizagem deste ano servirá também para melhorar nos anos que se seguem”.

Foi a primeira vez que os sambas foram gravados em Ovar, nas suas palavras, “uma responsabilidade tremenda”, e no seu ponto de vista, “faz todo o sentido, pois temos o melhor Carnaval de Portugal e temos a total capacidade de o produzir utilizando todos os recursos que a nossa cidade tem para oferecer”.
Em suma, Rui Rilho considera que “foi um período de um mês e meio exaustivo mas compensatório, em que gravei a ES Costa de Prata, a GRES Charanguinha, a ES Juventude Vareira, o Preto no Branco, gravei também para os Vampiros e Garimpeiros, na medida em que guardarei o espírito de entreajuda e convívio que todos sentimos”.

“Chegar ao fim e ouvir um Parabéns é sinal que estamos todos de parabéns e que efectivamente continuamos a trabalhar para estar um passo à frente”, conclui Rui Rilho.

 

Max

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