Terça-feira , 12 Dezembro 2017
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Obesidade quer ter medicamentos comparticipados

Obesidade quer ter medicamentos comparticipados

A obesidade tem um “grande impacto nos sistemas de saúde” mas não tem medicamentos comparticipados. O alerta foi deixado pela pela presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO), Paula Freitas, na abertura do 21.º Congresso Português de Obesidade que está a decorrer em Aveiro.

“A obesidade é uma doença com um grande impacto na saúde pública e nos sistemas de saúde. Mas apesar de termos um novo fármaco, este não é comparticipado. Aliás, nunca houve nenhum que o fosse no nosso país”, referiu a médica, que é também a presidente da comissão organizadora.

A SPEO revelou que “já enviou uma carta ao ministro da Saúde solicitando que esta situação seja alterada, pois esta doença para além de afectar todas as faixas etárias, também é prevalente na população economicamente mais vulnerável”.

A especialista esclarece que apesar de os medicamentos não serem “um milagre”, capaz de erradicar a doença, “são muito importantes para o seu combate”. “Perdas de peso da ordem dos 5 ou 10% traduzem-se em melhoria ou mesmo reversão das comorbilidades associadas à obesidade, como a diabetes, hipertensão arterial, apneia, problemas articulares, etc. Claro que é preciso que haja sempre, por parte do doente, uma alteração do estilo de vida. Por isso acho que deveria haver uma comparticipação condicionada por esta mudança”, conclui Paula Freitas.

Ao assunto não se referiria José Manuel Tereso, da ARS Centro, durante a sua intervenção, na sessão inaugural, preferindo apelar ao “conhecimento partilhado para que a mensagem sobre a doença possa chegar o mais longe possível”. Neste sentido, o encontro dará a conhecer o projecto “Jornalistas contra a Obesidade”, bem como outras iniciativas de sensibilização dos pais acerca da obesidade infantil.

José Manuel Tereso defendeu a colaboração das autarquias, associações, entre outros, pois só com mecanismos de proximidade será possível chegar às pessoas”.

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