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“Ovar Rural” privilegia difusão do conhecimento técnico (DA)

A quinta edição da Feira das Actividades Agrícolas e da Ra­ça Marinhoa do Concelho de Ovar – Ovar Rural 2019 arrancou ontem, em Válega, organizada pela Cooperativa Agrícola do Concelho de Ovar (CACO) e Câmara Municipal de Ovar.

Até 18 deste mês, o Pavilhão Gimnodesportivo de Válega acolhe uma série de iniciativas e actividades relacionadas com o sector primário, uma exposição de empresas agrícolas, stands gastronómicos, produtos de origem cooperativa e artesanato local. Álvaro Vasconcelos, presidente da CACO, aludiu ao interregno de 2018, “por falta de condições”, mas garantiu que mal tomou posse foi sempre sua intenção avançar para a sua realização, dada a “importância da actividade agrícola em Válega”.

Na programação que ergueu, destacou a divulgação de conhecimento relativamente à pequena agricultura familiar, exploração agropecuária e floresta. O certame, explicou, “não possui nenhuma fileira associada, sendo de carácter geral e identifica-se com a pequena agricultura e as raças autóctones, nomeadamente, a Marinhoa, e na nossa programação teremos vários painéis sobre esses temas”, anunciou.

A este propósito, a cooperativa ovarense lembrou que o concelho, “sendo a origem protegida do Pão-de-Ló, acaba por ter uma fileira associada: Os ovos”. “Toda esta produção avícola passa a ter uma oportunidade para produzir ovos com o objectivo de serem consumidos na região, nomeadamente na produção do doce”, lembrou Álvaro Vasconcelos, sublinhando que “é importante criar oportunidades de negócio na região e essa é uma das nossas preocupações”.

O sector da floresta é outro pilar da feira. “Queremos divulgar sistemas de gestão florestal, já que é um património muito importante do concelho e podemos aproveitar a floresta para o futuro”.
A finalizar, o responsável lembrou o papel fundamental das cooperativas na criação de valor e pediu ajuda para a criação de uma linha de comercialização entre cooperativas para “escoar produtos e combater a ameaça que são as grandes superfícies que não respeitam a cadeia de produção nem a criação local de valor”.

O trabalho que está a desenvolver o novo presidente da CACO, mereceu elogios do presidente Salvador Malheiro, “fundamental para a organização desta Ovar Rural 2019, que a Câmara Municipal apoia do ponto de vista financeiro”.
Os temas escolhidos, com o foco na componente técnica, são importantes, na óptica do Edil, num “momento em que temos informação, o que não é o mesmo que conhecimento”. Da parte do Município, prometeu toda a atenção, especialmente por saber das dificuldades que muitos deles passam, seja em recursos financeiros, seja em termos técnicos”.

No que toca a floresta, Malheiro recordou que Ovar tem “50 km quadrados de mata com tudo o que isso significa em termos de alterações climáticas e economia verde, sendo importante uma gestão correcta e eficiente da nossa floresta e da nossa casa”. “Se todos fizermos o nosso trabalho, à escala global, será mais fácil”. Sobre o regresso da Ovar Rural, prometeu continuar a “trabalhar para que ter um certame ao nível da importância que o sector possui na nossa região”.

Magalhães Crespo, representante da Direção Regional de Agricultura do Centro, destacou a “grande importância que estas feiras agrícolas têm para a região em que se inserem”. A Direcção Regional é, acrescentou, a garantia de funcionamento das instituições, louvando “as questões técnicas que aqui serão abordadas para esclarecimento das pessoas para o que devem ou não fazer”.
Manuel Santos Gomes, presidente da Confagri (Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas) alertou que é “das cooperativas que depende a agricultura portuguesa”. “Sem elas não havia produtores, porque dão emprego e promovem a distribuição dos produtos”. “São responsáveis por boa parte da economia social deste país, o que não é uma tarefa fácil”, concluiu. (Ler in Diário de Aveiro)

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