Domingo , 24 Setembro 2017
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Papa Francisco sensibilizado com as “Mãos Divinas” (DA)

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“Obrigado”, agradeceu o Papa Francisco, em carta enviada a Marcos Muge, por ocasião da sua visita a Portugal, em Julho último.

“Entendi, depois de tudo o que já fiz, enviar ao conhecimento do Santo Padre Papa Francisco, a memória descritiva, acompanhada de fotografias das esculturas que estou a executar junto à Igreja Matriz de Ovar”, explicou o artista.

Marcos Muge divulgou, recentemente, o teor da resposta, na qual o Papa Francisco agradeceu “por vos associardes a mim nesta peregrinação vivida na esperança e na paz”. “Desde já desejo assegurar a quantos estais unidos comi­go, aqui ou em qualquer outro lugar, que vos tenho a todos no coração”, acrescentou o Sumo Pontífice.
O artista vareiro classifica de “sublime” a resposta do Santo Padre Papa Francisco, sublinhando o facto de “Ovar passar a ter outra dimensão religiosa e espiritual para os católicos”. Marcos Muge regista, assim, publicamente, a “gratidão e humildade do Santo Padre [para comigo]”, sublinhando o facto do Papa ter dedicado o mês de Agosto aos artistas do nosso tempo, já que foi “exactamente há quatro anos que comecei a esculpir, a 21 de Agosto, a primeira árvore que designei por Mãos de Deus (com 3,70 metros e 2,40 metros de diâmetro”.

Seguiram-se, em 2015, “A Luz do Mundo”, com 4,70 metros de altura e 1,60 metros de diâmetro, “A Mão de Jesus – Filho de Deus que foi Crucificado na Cruz”, com 3,30 metros de altura e 1,70 de diâmetro, e, por fim, a quarta escultura, em 2017, designada de “A Ressurreição e a Ascenção de Jesus ao Pai”, com 4,40 metros de altura e 2,50 de diâmetro”.

Recorde-se que Marcos Mu­ge iniciou o conjunto escultórico em 2013, a partir de troncos que restavam das árvores destroçadas pelo vendaval de 19 de Janeiro desse ano. Agora que a obra se encontra praticamente concluída, Marcos Muge gostaria de ver implementadas algumas obras de valorização na envolvente ao trabalho que produziu.

Segundo o artista, as obras são propriedade do município de Ovar, havendo a possibilidade de colocar as raízes à vista e a instalação de um “telheiro sobre as quatro esculturas, na entrada do cemitério de Ovar, o que iria proteger o trabalho”.

(Ler artigo in Diário de Aveiro)

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