Quarta-feira , 22 Novembro 2017
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PCP: Medidas de defesa do Hospital com votos contra do PS e PSD

PCP: Medidas de defesa do Hospital com votos contra do PS e PSD

Dando sequência à petição em defesa do Hospital de Ovar, apresentada em Julho deste ano, o PCP entregou, pela mão das deputadas Diana Ferreira, Paula Santos e Carla Cruz, o diploma que visa a defesa da autonomia da unidade – “combatendo a tentativa de integração deste numa Unidade Local de Saúde (ULS) – bem como a exigência do reforço em meios técnicos e humanos, dos quais se destaca a efectivação do vínculo entre os trabalhadores precários.

Fazendo eco da luta da população, o documento rejeita a proposta de criação da Unidade Local de Saúde que integraria o Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga, o Hospital Dr. Francisco Zagalo e a Rede de Cuidados Primários, conforme Plano de Negócios apresentado e recusado pela Câmara Municipal de Ovar, Assembleia Municipal de Ovar e Conselho Consultivo do Hospital de Ovar e a tomada de medidas necessárias para garantir a articulação e funcionamento em rede do Hospital Dr. Francisco Zagalo com as outras unidades do Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente cuidados hospitalares, cuidados continuados e cuidados primários.

O documento apela a dotar o Hospital Dr. Francisco Zagalo dos serviços e valências e reforce o número de profissionais de saúde, para que garanta cuidados de saúde de qualidade e proximidade e que responda às necessidades da população e proceda aos estudos necessários para a fundamentação da reabertura do Serviço de Urgência Básico do Hospital Dr. Francisco Zagalo e à avaliação das necessidades permanentes do hospital, integrando e vinculando os trabalhadores com vínculo precário.

Defende-se ainda o envolvimento dos órgãos autárquicos, os representantes dos trabalhadores, os movimentos de utentes e as populações, bem como outras entidades locais na discussão de eventuais alterações.

Segundo o PCp de Ovar, os pontos 1 e 2, de defesa da autonomia do hospital, foram rejeitados pelos deputados do PS e PSD, sendo que os restantes foram aprovados por maioria, registando-se a abstenção do PS.

“A posição dos deputados do PS e PSD não surpreende e coincidem com as posições das estruturas locais destes partidos, que ainda na Assembleia Municipal de Abril se recusaram a admitir a manutenção da autonomia do Hospital de Ovar, defendendo a sua integração numa mega-estrutura” que, segundo o PCP, “criará imensos problemas quer em termos de governação clínica, quer em termos de qualidade dos serviços às populações”.

“A postura do PS, ao abster-se nos restantes pontos que exigiam o reforço dos meios técnicos e humanos deste Hospital”, leva o PCP a antever a falta de vontade política de investimento nesta instituição.

O PCP salienta no entanto que, apesar de tudo, a aprovação dos pontos 3 a 7 constitui “uma importante vitória política, cujo cumprimento o PCP fiscalizará, sendo no entanto de ressalvar que nesta matéria é indispensável o envolvimento dos trabalhadores e os utentes”.

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