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Porque é que desataram a aparecer engenhos explosivos nas nossas praias?

E vão dois engenhos explosivos encontrados, nas últimas semanas, nas praias do concelho de Ovar. Primeiro em Maceda e, no último fim-de-semana, no Furadouro. O Capitão do Porto de Aveiro, Carlos Alberto Isabel, diz que não há coincidências e avança uma explicação.

Carlos Alberto Isabel refere que estes achados não podem dissociar-se da proximidade do Aeródromo de Manobra n.º1 de Ovar (Base Aérea de Maceda) e do Regimento de Infantaria 10 de São Jacinto. “Os exercícios com aviões, envolvendo pára-quedistas são frequentes nesta região, e utilizam equipamentos para marcar pontos de aterragem”.

“O que seria de esperar é que depois de apagados fossem procurados e devidamente recolhidos por quem os lançou, mas podem ter ficado perdidos no areal”, admite.

Os dispositivos, em tudo idênticos, contêm fósforo e causaram algum alarme entre os banhistas depois de terem sido detectados. Ambos seriam desactivados e recolhidos pela PSP e Polícia Marítima que se deslocaram de imediato aos locais, tendo identificado o dispositivo iluminante. A Capitania não possui pessoal especializado, pelo que foi a necessária a intervenção da subunidade de Inactivação de Explosivos e Segurança em Subsolo da Unidade Especial de Polícia do Porto que procedeu à desactivação e recolha dos engenhos também designados de pirotécnicos que possuem uma dimensão apreciável.

O Capitão do Porto de Aveiro diz que no Porto de Aveiro há registo de vários casos idênticos nos últimos meses.

 

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