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PSD acaba com pagamento de quotas “por atacado”

Desde o início deste mês que já não será possível pagar quotas de militantes por “atacado” ou de forma massiva no PSD, uma prática que se arrastava há muito anos e que era utilizada ilicitamente para tentar comprar votos e manipular resultados eleitorais internos.

Cada militante passará, assim, a receber uma notificação com uma referência de multibanco aleatória, que será apenas do conhecimento do próprio, com uma validade de 90 dias. Se não efetuar o pagamento durante este período, terá de solicitar uma nova referência.

Desta forma, o pagamento passa a ser feito voluntariamente pelo militante ou, no limite, por quem ele permitir. Esta alteração só tem efeito prático a partir do dia 1 de março, não se aplicando aos avisos de pagamento de quotas dos meses anteriores.

Recorde-se que até agora, a referência para pagamento obedecia sempre à mesma regra, ou seja, correspondia ao número de militante, antecedido de zeros, o que permitia que qualquer pessoa pudesse pagar as quotas de outros, com ou sem a sua autorização, desvirtuando as regras democráticas de qualquer ato eleitoral.

Esta medida corresponde a um compromisso do atual Presidente do partido, assumido ainda durante a campanha eleitoral interna, tendo em vista uma maior transparência, a reorganização administrativa e, sobretudo, a recuperação da credibilidade dos partidos políticos junto dos cidadãos.

No âmbito desta reforma administrativa, iniciada pela atual liderança, destaca-se ainda a alteração de todos os Regulamentos do Partido, concluída em janeiro de 2019.

Para Rui Rio é importante que a militância seja exercida de forma participada e também que a população, nomeadamente os eleitores, reconheçam que os partidos são instituições confiáveis e que têm um papel determinante no funcionamento do sistema democrático.

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