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Rui Paixão apresenta o novo Godot

Rui Paixão, a revelação do “clown em Portugal”, seleccionado para o Cirque du Soleil, apresenta o seu novo projecto que trilha um percurso de continuidade e sustentação da personagem em desenvolvimento ao longo dos últimos anos. Godot representa um marco ímpar na história da performance de rua em Portugal, ao apresentar uma proposta artística sustentada e integrada desde a experimentação, passando pela formação e terminando na apresentação de propostas artísticas para o grande público.

O novo projecto artístico tem por base a personagem, agora baptizada, que ao longo dos 2 últimos anos foi a cara de Lullaby, provavelmente o maior fenómeno das últimas décadas na performance contemporânea portuguesa para o espaço público. Godot nasce, assim de uma reflexão que pretende extrair o imortal do que é transitório e ter a consciência de que estamos aprisionados nas nossas percepções. Godot pretende conservar a crença na transcendência enquanto ingrediente importante da nossa humanidade, porque há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia. Há muito mais do que energia dentro dele, o que quer que seja, Godot é a essência interior que está escondida na raiz do cerne de tudo e que é sempre a mesma. Nunca muda. Mas revela-se num milhão de formas diferentes e vem sempre em ondas.

Godot prepara uma tour internacional para o ano 2017, com foco no espectáculo Lullaby que surge com novidades cénicas, o workshop Estado Omnium que promete oportunidades de capacitação e aproximação às técnicas do clown e, obviamente, uma nova criação com estreia prevista para o Verão.

2017 ficará, pois, marcado pelo nascimento de Godot, com o objectivo de estruturar o pensamento e expor novas possibilidades para o clown contemporâneo, alicerçando a investigação na criação artística para o espaço público. Assim, a nova criação Samsara surge com um registo inovador, altivo e inquieto, numa proximidade absurda a uma figura que poderia ser um Deus.

Rui Paixão nasceu em Santa Maria da Feira há 21 anos, tem fortes ligações ao concelho de Ovar e a Esmoriz, em particular, formou-se em teatro na Academia Contemporânea do Espetáculo na cidade do Porto terminando o curso no ano de 2014. Iniciou o seu percurso profissional com a companhia de Novo Circo Radar 360°. Aos 20 anos, fundou a companhia Cão à Chuva que, no seu ano de estreia, foi considerada pelo Imaginarius a revelação das artes de rua em Portugal, venceu o prémio Off Circada Unia, em Sevilha, como artista emergente no circo contemporâneo e participou no Fringe Festival de Edimburgo. Em 2016, levou a primeira criação da companhia a países como Espanha, França, Alemanha e Holanda fortalecendo a pertinência do seu foco de trabalho e criou Pozzo – o porco que dança, Vincent e A Velha.

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