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Tractores em marcha lenta contra dificuldades do sector

Já estão em Aveiro os cerca de 30 tractores que integraram uma marcha lenta de protesto entre Ovar e Aveiro em defesa da lavoura e do mundo rural.

A iniciativa da União de Agricultores e Baldios do Distrito de Aveiro (UABDA), com o apoio da CNA, tem lugar no dia de abertura da Agrovouga, a feira agrícola que está de regresso ao Parque de Exposições de Aveiro após seis anos de interrupção.

Albino Silva, da UABDA, diz que nos últimos anos a situação dos agricultores tem vindo a agravar-se, com “vários produtores a abandonar a actividade, incluindo jovens”.

“Há mais pessoas que foram à falência e os problemas continuam por resolver. É uma situação complicada que o sector vive e é necessário tomar medidas urgentes”, sublinhou Albino Silva.

Entre os vários problemas, o dirigente destaca a redução dos preços pagos à produção e o aumento generalizado dos factores de produção.

“As exigências em termos ambientais também têm vindo a aumentar e isso tudo custa dinheiro”, acrescentou Albino Silva, lembrando que o fim das quotas leiteiras [em 2015] também teve reflexos no desenvolvimento do sector.

Os agricultores vão preparar uma carta com as principais reivindicações para entregar à ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, cuja presença na inauguração da Agrovouga está prevista.

A marcha de tractores iniciou-se em Válega, no concelho de Ovar, seguindo em marcha lenta pela Estrada Nacional n.º 109 até ao parque de exposições de Aveiro.

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