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“Vareiros colonizaram todo o litoral até Olhão” – Alberto Lamy

 

A abertura oficial do IV Festival Literário de Ovar (FLO) teve um momento dedicado à História de Ovar, através da apresentação do Livro “Dicionário da História de Ovar – Volume 4”, de Alberto Sousa Lamy.

Na verdade trata-se de uma actualização aos quatro volumes do autor dedicados à história ovarense, publicados desde 2009.
Com prefácio do presidente da Câmara Municipal de Ovar, Salvador Malheiro, este quarto volume é mais um marco numa obra iniciada há 50 anos. “Estava em casa da minha sogra, em Santo Tirso, sem nada o que fazer e decidi começar a coligir material para a História de Ovar”, recordou Alberto Lamy, na quinta-feira à noite.

A obra recorda muitos “factos recambolescos” que Lamy ouvia a sua mãe contar, muitos deles relacionados com a vida política da então vila ovarense. “Isto depois do 25 de Abril não tem nada a ver com que se passava aqui”, referiu o autor, para dizer que até então, “havia muita luta e porrada da grossa”.

“Ovar é uma terra antiquíssima e já no século XIII era uma “unidade administrativa, numa altura em que no centro/norte do nosso país só havia três: Ovar, Feira e Gaia”.

“Foram os pescadores, os arrais e os senhorios que fizeram Ovar”, resumiu o historador, çembrando que “os vareiros é que levaram o nome da terra a todo a costa portuguesa”. “Espinho, por exemplo, foi criado por uma colónia de pescadores Ovar”. Para sul, até Olhão, no Algarve, os vareiros colonizaram todo o litoral.

Por ter resistido aos monarquistas à época da chamada “Traulitânia” (1919), a vila foi agraciada com a Ordem Militar da Torre e Espada, Valor, Lealdade e Mérito, sendo a única do distrito, a par com com Aveiro, a ter tal distinção, recordou Lamy.

O autor do recente “jogos de raiva”, o jornalista Rodrigo Guedes de Carvalho, é uma das presenças no 4.º Festival Literário de Ovar que termina este domingo, no Jardim do Cáster, com este programa.

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