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	<title>Paulo Bonifácio, autor em OvarNews</title>
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	<description>Actualidade Vareira</description>
	<lastBuildDate>Sun, 16 Mar 2025 21:01:20 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Paulo Bonifácio, autor em OvarNews</title>
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	<item>
		<title>A Capela de Nossa Senhora da Graça de Ovar &#8211; Por Paulo Bonifácio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Bonifácio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Mar 2025 11:20:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sempre, em Ovar, houve ideias estapafúrdias, têm-nas hoje e tiveram há 60 anos, mas na altura como não havia dinheiro para mandar tocar um cego, salvou-se a Senhora da Graça… Em 1910, começa-se a tratar das bases para o estabelecimento e edificação dum mercado na vila. Depois de vários locais equacionados e pouco consensuais, aliados &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre, em Ovar, houve ideias estapafúrdias, têm-nas hoje e tiveram há 60 anos, mas na altura como não havia dinheiro para mandar tocar um cego, salvou-se a Senhora da Graça…</p>
<p>Em 1910, começa-se a tratar das bases para o estabelecimento e edificação dum mercado na vila. Depois de vários locais equacionados e pouco consensuais, aliados ao facto da excelentíssima câmara querer fazer grande com pouco, eis que só, em 1934 se definiu a localização definitiva.</p>
<p>Em 1948, a câmara e a autoridade eclesiástica estabeleceram que a Capela de N.ª Sr.ª da Graça seria demolida, devendo a câmara por sua vez substitui-la por outra, com cemitério anexo, para possivelmente, de futuro, vir a ser a matriz da nova paróquia, o que aconteceria provavelmente em Cabanões.</p>
<p>Tal era necessário para criar uma “entrada nobre” de “acesso condigno” ao mercado. A construção do mercado dava à luz a concretização de uma ideia com 42 anos e iniciou-se em 1952.</p>
<p>O autor da Monografia de Ovar, publicada em 1977, refere: “Com três entradas – a principal, ainda hoje obstruída pela capela de N.ª Sr.ª da Graça, que ainda não foi demolida…”. Imagine-se a perda!</p>
<p>Que diríamos, hoje, se tal tivesse acontecido?<br />
Que dirão, amanhã, das mesmas ideias estapafúrdias, de hoje?</p>
<p>Imagem e texto que se segue de verportugal.net:<br />
&#8220;A Capela de Nossa Senhora da Graça assumiu esta nomenclatura uma vez que o povo acredita que no sítio onde a mesma se ergueu terá aparecido a Nossa Senhora e ordenado que se construísse ali uma “casa” em sua honra e, como recompensa, livraria as pessoas da doença da peste.</p>
<p>Desta forma, a Capela foi edificada em meados do século XV. Em 1666 foi construída, no mesmo local, uma segunda capela mas o facto de a mesma ser localizada ao nível do rio fez com que ficasse inundada, em 1829 e, depois, em 1888, tendo sido demolida em 1895 por ser muito vulnerável à entrada de água. O edifício que hoje se pode observar naquele local foi construído logo de seguida, em 1899.&#8221;</p>
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		<item>
		<title>Há lama no Cais &#8211; Paulo Bonifácio</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/ha-lama-no-cais-paulo-bonifacio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Bonifácio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Jul 2017 14:58:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tão somente aquele que terá sido o local mais importante das terras do Var, o nosso Cais da Ribeira, hoje, é só lama… Até ao princípio do século XX, ainda se construíam no cais da Ribeira, barcos de grande envergadura (Fragatas e varinos) que seguiam ria fora, até ao mar, para o Tejo, onde depois &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tão somente aquele que terá sido o local mais importante das terras do Var, o nosso Cais da Ribeira, hoje, é só lama…</p>
<p>Até ao princípio do século XX, ainda se construíam no cais da Ribeira, barcos de grande envergadura (Fragatas e varinos) que seguiam ria fora, até ao mar, para o Tejo, onde depois acabavam de ser aparelhados.</p>
<p>O Cais da Ribeira data de 1754. Foi feito à custa da muita vinhaça que os Vareiros consumiam nas muitas tabernas, que proliferavam em cada esquina e onde afogavam as mágoas antes de, alguns, se afogarem no Nosso Mar. Era o cais de Ovar o intermediário do comércio, entre Aveiro, o Porto, e as principais terras da Beira, foi grande o seu movimento, operado por quarenta barcos, sobretudo no transporte do sal que se fabricava nas marinas de Aveiro. Depois do estabelecimento da linha férrea (1864), este movimento tem diminuído mais de meio por meio.</p>
<p>A ria, onde fizemos durante séculos a barcagem de milhões de passageiros e de toneladas de mercadorias e como azeméis os conduzimos depois, do cais da nossa Ribeira ao do Carvoeiro na margem esquerda do Douro e a V. N. de Gaia. O ano de 1864 marcou uma época. Fechou-nos a exploração comercial da ria e da recovagem com bestas. O comboio apitou na estação e muito interesse e algumas profissões acabaram.</p>
<p>Antes do caminho-de-ferro, muitos viajantes que faziam a jornada do Porto a Lisboa iam embarcar à Ribeira de Ovar para fazerem, em barco, o trajecto da Ria de Aveiro, mais cómodo e seguro, (por aqui teria seguido até Aveiro Júlio Dinis, não tivessem os encantos de Ovar o prendido por cá) «Cheguei a salvamento a esta terra, tendo engolido muito pó pelo caminho, petisco de que, nem por isso, fiquei gostando». Tomé Simões (contemporâneo de Júlio Dinis e antepassado ilustre da Família Dias Simões), recebedor da décima do Concelho, tinha, ao tempo, uma espécie de hospedaria junto ao cais donde saiam os barcos e nela fornecia um chá que ficou célebre entre os seus frequentadores.</p>
<p>Foi ali que ele se relacionou com os homens importantes dessa época. Fontes Pereira de Melo, disse que em Ovar não conhecia senão o Dr. Manuel Arala, e o Tomé Simões, que lhe dava um magnífico chá na Ribeira, quando fazia a viagem pela Ria.</p>
<p>Como não assistimos a toda esta actividade, alguns lembrar-se-ão, apenas, da azáfama provocada pelo espectáculo maravilhoso do transporte e descarga do sal, temos a agradecemos, por isso, aquilo que nos deixaram escrito João Frederico Teixeira de Pinho, António Baptista Zagalo dos Santos e o Professor Doutor Egas Moniz, Nobel da medicina, nosso vizinho de Avanca e bom amigo de Ovar.</p>
<p>Hoje a estação dos comboios de Ovar segue a degradação do nosso Cais da Ribeira!&#8230;</p>
<p><strong>Paulo Gama Bonifácio</strong><br />
07.07.2017</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>As Alminhas do Padre Vermelho &#8211; Paulo Bonifácio</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/as-alminhas-do-padre-vermelho-paulo-bonifacio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Bonifácio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 May 2017 17:56:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segundo o autor da &#8220;História Religiosa de Ovar&#8221; (Algumas Achegas), estas serão as &#8220;Alminhas do Padre Correia Vermelho&#8221;. No local onde se encontram, a Rua do Loureiro mede pouco mais de 2 metros. A autora de &#8220;Júlio Dinis &#8211; Um Diário em Ovar&#8221;, Dra. Maria Adelaide Chaves, aponta duas versões para a origem destas Alminhas, &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo o autor da &#8220;História Religiosa de Ovar&#8221; (Algumas Achegas), estas serão as &#8220;Alminhas do Padre Correia Vermelho&#8221;.<br />
No local onde se encontram, a Rua do Loureiro mede pouco mais de 2 metros.</p>
<p>A autora de &#8220;Júlio Dinis &#8211; Um Diário em Ovar&#8221;, Dra. Maria Adelaide Chaves, aponta duas versões para a origem destas Alminhas, no centro de Ovar, numa das suas ruas mais antigas:</p>
<p>&#8211; Um dia uma criança terá sido esmagada de encontro ao muro por um carro de bois que ali passava. Tendo as Alminhas sido feitas para os passantes rezarem pela sua alma;</p>
<p>&#8211; Naquele lugar apareciam almas penadas a desoras. Fizeram-se as alminhas para lhes dar sossego e as fazer desaparecer.<br />
Pessoalmente acredito mais na primeira versão.</p>
<p><strong><em>Paulo Bonifácio</em></strong><br />
<em>11.05.20178</em></p>
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		<item>
		<title>Júlio Dinis: Sabia que? &#8211; Paulo Bonifácio</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/julio-dinis-sabia-que-paulo-bonifacio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Bonifácio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Jan 2017 15:07:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O pai, sempre se disse que era &#8220;oriundo de uma família de Ovar, era médico cirurgião no Hospital da Ordem de S. Francisco; a sua mãe, Ana Constança Potter Pereira Lopes, de uma família ligada ao comércio do vinho do Porto, tinha ascendência inglesa e irlandesa&#8221;! Sabiam que: O pai nasceu na Rua da Oliveirinha, &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O pai, sempre se disse que era &#8220;oriundo de uma família de Ovar, era médico cirurgião no Hospital da Ordem de S. Francisco; a sua mãe, Ana Constança Potter Pereira Lopes, de uma família ligada ao comércio do vinho do Porto, tinha ascendência inglesa e irlandesa&#8221;!</p>
<p>Sabiam que:<br />
O pai nasceu na Rua da Oliveirinha, em Ovar?<br />
Que a avó materna era &#8220;Pepulim&#8221;, apelido bem ovarense que hoje se designa &#8220;Pepolim&#8221;?<br />
Que os bisavós do lado paterno eram da Ribeira de Ovar?<br />
Que eram agricultores os seus avós vareiros?</p>
<p>Não admira pois que, &#8220;Um dos seus destinos de eleição era Ovar, terra da família paterna, onde desenvolveu uma maior afeição com a vida rural.&#8221;</p>
<p><strong>Nota</strong>: A rua da Oliveirinha, de hoje, é mais curta que na época relatada. Hoje, a Rua Padre Ferrer, é formada pela antiga Rua dos Lavradores e parte da antiga rua da Oliveirinha.</p>
<p><strong><em>Paulo Bonifácio</em></strong></p>
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            	</item>
		<item>
		<title>Um caso de sucesso no combate ao escaravelho da palmeira &#8211; Paulo Bonifácio</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/um-caso-de-sucesso-no-combate-ao-escaravelho-da-palmeira-paulo-bonifacio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Bonifácio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Oct 2016 08:44:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há um ano, os primeiros ventos fortes do final de Verão puseram a descoberto aquilo que o escaravelho da palmeira andava a “fabricar”. Adornaram por completo os ramos da palmeira mais pequena deste conjunto da antiga Villa Paraense, à entrada do Furadouro. Prontamente assistidas, levaram uma poda sanitária: a palmeira mais pequena teve uma poda &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="alignleft" alt="" src="https://scontent.flis1-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/14449743_10205831947556493_4803796739605290812_n.jpg?oh=150f8adb9e206accb8bb4e9798176212&amp;oe=58649956" width="259" height="346" />Há um ano, os primeiros ventos fortes do final de Verão puseram a descoberto aquilo que o escaravelho da palmeira andava a “fabricar”. Adornaram por completo os ramos da palmeira mais pequena deste conjunto da antiga Villa Paraense, à entrada do Furadouro.</p>
<p>Prontamente assistidas, levaram uma poda sanitária: a palmeira mais pequena teve uma poda a ananás, desaconselhável por alguns especialistas. Ficou como mostra a foto deste dia do ano de 2015!</p>
<p>A larva do escaravelho aloja-se nos ramos da palmeira, minando o seu interior por vezes em mais de um metro de comprimento. Aquilo que por fora parece perfeito, por dentro está oco e aos primeiros ventos, mais fortes, quebram-se as folhas, desprendendo-se por vezes.</p>
<p>A poda, nas palmeiras, através dos cortes liberta feromonas que atraem o insecto, sendo por isso de evitar, mas quando o bicho já lá está, a poda radical, a ananás, permite eliminar o maior número de insectos. Por isso, entendo eu, será a melhor opção quando se pretende, seriamente, salvar o exemplar.</p>
<p>Tudo isto pressupondo um tratamento, que nesta fase da doença, terá de ser químico!</p>
<p>A<img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft" alt="" src="https://scontent.flis1-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/14446042_10205831948156508_638973437825377593_n.jpg?oh=433286e8d8fe49793b73a57a500e91e2&amp;oe=589000F9" width="259" height="346" />s duas palmeiras que não serão centenárias, mas quase, foram tratadas curativamente.</p>
<p>Um ano passado é com muito agrado que registo que valeu a pena, pois a imagem, deste dia e ano, fala por si! Felizmente não é um caso isolado em Ovar, escolhi este pela idade das espécies.</p>
<p>Ao Município Ovarense falta adquirir muita competência nesta matéria. Nunca foi feito um trabalho sério na prevenção e combate a esta praga. A selecção de um Engenheiro Florestal (estagiário), em Março de 2015, para a Divisão do Ambiente, que, também, tinha a função de “Elaborar o Plano de Acção para o Controlo do Escaravelho da Palmeira”, “Divulgação pela Comunidade sobre a Praga do Escaravelho da Palmeira” e “Acções de Sensibilização aos Munícipes e Empresas que Combatem a Praga”, que resultado teve? Conhecem os Munícipes alguma iniciativa? O site do Município, na área de actuação do Ambiente, em Parques e Jardins, encontra-se no estado permanente de “Conteúdos em produção”…</p>
<p><strong><em>Paulo Bonifácio</em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.ovarnews.pt/um-caso-de-sucesso-no-combate-ao-escaravelho-da-palmeira-paulo-bonifacio/">Um caso de sucesso no combate ao escaravelho da palmeira &#8211; Paulo Bonifácio</a> aparece primeiro em <a href="https://www.ovarnews.pt">OvarNews</a>.</p>
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            	</item>
		<item>
		<title>O Largo de São João de Ovar e o Dr. Domingos Lopes Fidalgo &#8211; Paulo Bonifácio</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/o-largo-de-sao-joao-de-ovar-e-o-dr-domingos-lopes-fidalgo-paulo-bonifacio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Bonifácio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 May 2016 16:34:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 1975 a autarquia deu ao Largo de S. João de Ovar a designação de Largo Dr. Lopes Fidalgo. Ele que em 1910 proclamou, em Ovar a quem tudo deu, da varanda dos Paços do Concelho, o novo regime e hasteou a bandeira republicana. O seu largo, onde pelas mãos de um autarca foi mandado &#8230;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.ovarnews.pt/o-largo-de-sao-joao-de-ovar-e-o-dr-domingos-lopes-fidalgo-paulo-bonifacio/">O Largo de São João de Ovar e o Dr. Domingos Lopes Fidalgo &#8211; Paulo Bonifácio</a> aparece primeiro em <a href="https://www.ovarnews.pt">OvarNews</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height: 1.5em;">Em 1975 a autarquia deu ao Largo de S. João de Ovar a designação de Largo Dr. Lopes Fidalgo. Ele que em 1910 proclamou, em Ovar a quem tudo deu, da varanda dos Paços do Concelho, o novo regime e hasteou a bandeira republicana.</span></p>
<p>O seu largo, onde pelas mãos de um autarca foi mandado cavar um buraco única e exclusivamente para enterrar dinheiro que lá apodreceu como apodrecem as folhas que lá caem no outono, perdeu toda a beleza de antanho, não tendo qualquer função nem utilidade. O dinheiro lá enterrado foi desperdiçado&#8230; é o que acontece quando os autarcas é que sabem e a opinião do povo pouco interessa. Desfigurou-se o largo, assim se tem desfigurado Ovar, a mesma arrogância continua e nada se aprende com o passado&#8230;</p>
<p>Na dissertação final de curso, o jovem vareiro, republicano e democrata, de espírito irrequieto, que morreu como nasceu, pobre, mas honrado, dedicou o seu trabalho final à memória de sua mãe.</p>
<p><a href="http://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2016/05/Mãe.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18594" alt="Mãe" src="http://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2016/05/Mãe.jpg" width="651" height="783" srcset="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2016/05/Mãe.jpg 651w, https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2016/05/Mãe-249x300.jpg 249w" sizes="auto, (max-width: 651px) 100vw, 651px" /></a></p>
<p>Completou o curso de medicina em 1899, com a classificação final de suficiente, muito especialmente porque a sua tese, duma audácia implicativa para a época, desagradou ao júri, a todo o corpo docente e a certas autoridades, como nos diz Zagalo dos Santos.</p>
<p>Voltou a Ovar para fazer clínica e logo mostrou ser um carácter íntegro, despreocupado com os interesses materiais e dedicado aos seus doentes.</p>
<p>Serviu a grei, foi um precursor da verdadeira arte de fazer o bem pelo bem. De uma austeridade simples, irradiante, formativa de homens de carácter, diz-nos o Dr. António Luiz Gomes, filho, ilustre conferencista.</p>
<p>Ao longo da sua vida foi:<br />
Presidente da direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ovar.</p>
<p>Secretário do embaixador António Luís Gomes, no Rio de Janeiro. Serviu, ainda com o que viria a ser presidente eleito da República Portuguesa, Bernardino Machado.</p>
<p>Governador civil do distrito de Aveiro, de Leiria e de Lisboa.<br />
Director clínico do hospital da Misericórdia de Ovar.</p>
<p>Capitão médico miliciano, como voluntário, onde em França combateu os alemães, durante a primeira guerra.</p>
<p>Chefe dos serviços de saúde na Campanha do Vouga.</p>
<p>Primeiro director da Escola Primária Superior.</p>
<p>Ilustre e dinâmico provedor da Misericórdia de Ovar.</p>
<p>Director do semanário local «A Pátria».</p>
<p>Em 23 de Fevereiro de 1928, publicava o Semanário de Ovar, A Pátria, que o Dr. Domingos Lopes Fidalgo, na nobilíssima missão de acautelar os interesses da Misericórdia Ovarense na importante herança com que o grande benemérito Alexandre de Sá Pinto, Esmorizense natural de Gondezende, a contemplou, embarcou no Sierra-Cordoba, para Buenos-Aires, como médico de bordo para não sobrecarregar a instituição, que tanto ama, com qualquer despesa.</p>
<p>O único sacrifício é ele, e são também os seus doentes que se têm de ver privados, durante a sua ausência, dos cuidados de médico distintíssimo.</p>
<p>Quem com ele privou, mesmo em tenra idade, recorda-se da pessoa maravilhosa que foi. Tinha o seu consultório no Largo de S. João, um consultório cheio de livros, revistas e jornais, até as cadeiras estavam ocupadas.</p>
<p>O largo onde passou a infância não tinha baloiço nem escorrega coloridos, mas para além de sombra… tinha vida. Hoje tem um buraco!</p>
<p><em><strong>Paulo Bonifácio</strong></em><br />
<strong>05.05.2016</strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.ovarnews.pt/o-largo-de-sao-joao-de-ovar-e-o-dr-domingos-lopes-fidalgo-paulo-bonifacio/">O Largo de São João de Ovar e o Dr. Domingos Lopes Fidalgo &#8211; Paulo Bonifácio</a> aparece primeiro em <a href="https://www.ovarnews.pt">OvarNews</a>.</p>
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		<title>Hoje é o Dia Nacional dos Centros Históricos &#8211; Paulo Bonifácio</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/hoje-e-o-dia-nacional-dos-centros-historicos-paulo-bonifacio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Bonifácio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Mar 2016 23:27:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Infelizmente, no Centro Histórico de Ovar, já não é possível contar com a casa do “João da Esquina”, na Praça. Na mercearia do Dácunha, nome pelo qual era vulgarmente conhecido o seu proprietário, António Baptista d’Almeida Pereira, e que foi no romance, As Púpilas do Senhor Reitor, o João da Esquina, era ali que passava &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Infelizmente, no Centro Histórico de Ovar, já não é possível contar com a casa do “João da Esquina”, na Praça. Na mercearia do Dácunha, nome pelo qual era vulgarmente conhecido o seu proprietário, António Baptista d’Almeida Pereira, e que foi no romance, As Púpilas do Senhor Reitor, o João da Esquina, era ali que passava Júlio Dinis horas inteiras a conversar e sobretudo… a ouvir. Muitas das cenas presenciadas lhe serviram, por adaptação, para a sua obra.</p>
<p>Quando, no princípio do século XX, nos visitou Antero de Figueiredo, escreveu que em Ovar percorreu uma “rua de casas baixas, brancas, e invariáveis de tipo – porta e janela, porta e janela, portas de almofadas e janelas de bisonhas rotulas – para chegar ao centro da vila… chega-se à praça, centro comercial, burocrático e político da terra, onde há os Paços do Concelho – construção moderna, de farto telhado marselhês, a que tenho de voltar as costas para poder ver uma casa de um só andar, pequena, singela mas que é alguém na terra: a casa do Sr. João da Esquina”.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft" alt="" src="https://scontent.flis1-1.fna.fbcdn.net/hphotos-xpt1/v/t34.0-12/12421717_10204738713786332_1638013452_n.jpg?oh=4a92467053a7c43c27d810fe5214036f&amp;oe=56FB9527" width="419" height="576" />Esta casa, que a autarquia permitiu que fosse demolida, indo-se ver o que de lá irá sair quando os tapumes desaparecerem, estava repleta de história! Era de toda a conveniência que a sua fachada tivesse sido mantida, não só para que esta parte central da grei vareira mantivesse a sua identidade, mas, também, por todo o simbolismo a ela associado. Para além da alteração da sua volumetria, o enorme manancial de janelas faz antever uma descaracterização do lugar e da sua lembrança.</p>
<p>Quando em Ovar se leram as Pupilas, os vareiros “mataram” à primeira os personagens “João da Esquina”, sua mulher “Teresa de Jesus” e a filha do casal “Francisca”, atribuindo o modelo ao Dácunha, Dona Margarida Baptista d’Oliveira Zagalo, sua esposa e Dona Maria Baptista d’Almeida Zagalo, filha do casal. Ora nesta casa nasceu o grande benemérito Dr. Francisco Zagalo, a quem Ovar deve a sua Misericórdia, nasceu, igualmente, e nela morreu, o Dr. Zagalo dos Santos, grande historiador da nossa história local.</p>
<p>Esta comparação entre o comerciante Dácunha e a sua família, com as personagens das Pupilas, em 1955, mereceu ao Dr. Zagalo dos Santos o seguinte comentário:</p>
<p>“Passa por axioma que determinada pessoa era, sem tirar nem pôr, o retrato do João da Esquina. A não ser que o autor do romance fosse dotado de um carácter menos digno do respeito alheio, &#8211; que é injustiça aceitar, capaz de tirar por terceiro, uma desforra que lhe não incumbiram, nunca poderia ter sido aquele o visado, o modelo do ridículo. Na verdade, pouco mais do que analfabetos, ele e sua mulher possuíram dois espíritos superiores, considerados por todos os seus conterrâneos. Ele foi uma das mais vigorosas inteligências da sua terra e do seu tempo. A mordacidade viva, desconcertante dos seus ditos, o emprego apropriado dos seus conceitos e juízos fizeram-no respeitado, temido e acatado. Não queremos fazer a sua reabilitação, por motivos que não interessam já a quem nos ler, mas a justiça que mereceram a todos os títulos. Um homem daquela estrutura moral e mental, jamais estava ao alcance de uma cópia fácil embora por um artista de talento superior.”</p>
<p>O Dr. Zagalo dos Santos, pretendeu desta forma, sem nunca revelar o grau de parentesco e sem sequer fazer referência ao terceiro elemento, filha do casal da Esquina – Francisca, dissipar, aquilo que em Ovar era desde há muito, uma certeza. É que a menina Francisca, do romance, era nada mais, nada menos que a senhora sua mãe, a quem se referia mui respeitosamente como Dona Maria Baptista Zagalo dos Santos. O Dr. António Baptista Zagalo dos Santos era neto materno e afilhado do casal Dácunha!</p>
<p>O Centro Histórico de Ovar está mais pobre, cada vez mais descaracterizado, os elementos Dinisianos desvanecem-se  e este ano a Câmara Municipal de Ovar assinala o dia, através de uma visita guiada e encenada “História e contos de uma Vila Oitocentista”, cujo itinerário terá início no Museu Júlio Dinis.</p>
<p><strong><em>Paulo Bonifácio</em></strong><br />
<em>28.03.2016</em></p>
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		<title>Escaravelho da Palmeira &#8211; Paulo Bonifácio</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/escaravelho-da-palmeira-paulo-bonifacio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Bonifácio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jan 2016 17:05:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde que, há sensivelmente dois anos, se começaram a detectar em Ovar as primeiras palmeiras atacadas pela praga do escaravelho vermelho ou escaravelho da palmeira, Rhynchophorus Ferrugineus (Olivier), o que é que foi feito? No inicio de Fevereiro de 2015, comuniquei por e-mail à Junta de Freguesia e ao gabinete da Presidência da Câmara Ovarense &#8230;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.ovarnews.pt/escaravelho-da-palmeira-paulo-bonifacio/">Escaravelho da Palmeira &#8211; Paulo Bonifácio</a> aparece primeiro em <a href="https://www.ovarnews.pt">OvarNews</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde que, há sensivelmente dois anos, se começaram a detectar em Ovar as primeiras palmeiras atacadas pela praga do escaravelho vermelho ou escaravelho da palmeira, Rhynchophorus Ferrugineus (Olivier), o que é que foi feito?</p>
<p>No inicio de Fevereiro de 2015, comuniquei por e-mail à Junta de Freguesia e ao gabinete da Presidência da Câmara Ovarense dando conta do estado em que se encontrava a centenária palmeira do Largo da Olaria. Poucos dias depois, pelo gabinete de Apoio à Presidência da Autarquia, fui informado de que a minha comunicação tinha sido remetida para a Divisão do Ambiente, para análise e informação!?</p>
<p>No mês de Agosto, a palmeira da Olaria foi abatida. O desconhecimento desta praga, a falta de preparação técnica, a ausência de informação por parte de quem, por obrigação, a deveria dar, contribuiu para que não chegasse a tempo a ajuda a esta palmeira.</p>
<p>A autarquia lança em Março um concurso para admissão de vários estagiários, dentre os quais a de engenheiro florestal, contemplando o plano de estágio, dentre outras, a função de “Controlo do Escaravelho da Palmeira no Concelho de Ovar”, nomeadamente:</p>
<p>-Diagnóstico da situação da praga e elaboração de plano de acção para o controlo do Escaravelho da Palmeira;<br />
-Divulgação pela comunidade sobre a praga do Escaravelho da Palmeira;<br />
-Apoio técnico ao munícipe;<br />
-Ações de sensibilização aos munícipes e empresas que combatem a praga;<br />
-Controlo da praga nas espécies municipais.</p>
<p>Em Junho, com a duração de sete meses e oito dias, contrata a autarquia a “Aquisição de Serviços de Controlo do Escaravelho da Palmeira” a uma empresa privada.</p>
<p>Há cerca de dois meses, nalgumas palmeiras do espaço público, concretamente junto do mercado municipal da nossa praia do Furadouro e, também, em espaço não público, mas de caracter social, nomeadamente nas instalações do Centro de Promoção Social da mesma praia, apareceu no “tronco”, o espique (as palmeiras não são consideradas árvores, porque todas as árvores possuem o crescimento do diâmetro do seu caule para a formação do tronco, que produz a madeira e tal não acontece com as palmeiras que são plantas perenes, arborescentes, com um caule cilíndrico não ramificado do tipo estipe ou espique, atingindo grandes alturas) das palmeiras existentes, aliás como determina a lei em caso de intervenção, um aviso de “Palmeira em Tratamento”.</p>
<p>Ora eu, que não percebo nada disto, após ler as orientações divulgadas pelo Ministério da Agricultura, sei que uma palmeira em tratamento deve levar uma poda sanitária, isto é, devem-se lhe cortar as folhas secas e desnecessárias, dando-lhes o destino conveniente, para que se diminua a área a tratar, bem como para eliminar parte dos infestantes que se encontram alojados no interior das folhas (a larva do escaravelho constrói galerias no interior das folhas, contribuindo para a sua fragilidade, denunciada aos primeiros ventos após a infestação).</p>
<p>As palmeiras que tenham de ser sacrificadas, pela impossibilidade da sua recuperação, depois de abatidas, deve ser selado com material insecticida o corte a fim de não permitir a disseminação da praga. Todos os resíduos, folhas partidas e caídas no chão, bem como os casulos feitos pela larva, devem ser eliminados.<br />
O que é que, quem quiser, pode constatar in loco, inclusivamente quem por direito tem o dever de o fazer? Que nada disto foi feito. Para além do cartaz, claro está!</p>
<p>E como era bom de ver, no final da semana, apesar de “em tratamento”, procedeu-se ao abate de mais duas.<br />
O resultado é o dinheiro gasto inutilmente, a paisagem alterada e o espectáculo de uma espécie que desaparece por incúria. Resta-nos, de futuro, quando as gerações vindouras nos perguntarem o que era uma palmeira, o google images.<br />
Subindo em direcção à urbe Vareira, quem como eu fez o antigo ciclo preparatório na Escola Preparatória Alexandre Sá Pinto, nas instalações do antigo hospital, lembrar-se-á das brincadeiras tidas à roda da velha palmeira lá existente e que até ao final deste outono, no fim da tarde, servia de abrigo a algumas centenas de estorninhos que num espectáculo, admirável, de voo picado desciam a pernoitar e até se fechar a noite encantavam-nos com o seu orquestral chilrear. Também está morta, impossibilitando o acreditar que fosse tratada, com tal volume de rama seca, apesar de também possuir o dito cartaz!</p>
<p>Mais acima, no antigo largo do Martyr de S. Sebastião, o largo Almeida Garret ou Jardim da Estação, como também é conhecido, das cinco palmeiras existentes há uma, aquela que ao raiar do dia continua a dar os bons dias ao centenário depósito de água que lhe está defronte (em parte da antiga fábrica de Lino Coelho Brandão e Manuel Valente Coimbra, da Brandão e C.ª, Lda., a conserveira “A Varina” como mais era conhecida), também desde há algum tempo está doente. Já perdeu a sua coroa, pelo chão encontram-se casulos, alguns ainda, com o escaravelho e outros com a pupa no seu interior.</p>
<p>Tristemente constato que os funcionários que mais de perto lidam com as zonas verdes e têm por missão fazer alguma da manutenção dos espaços públicos, desconhecem o problema, não sendo mesmo capazes de identificá-lo. Não têm culpa, culpa tem quem tinha por obrigação formá-los, elucidá-los e preveni-los para que pudessem prevenir, estar alerta e poderem informar.<br />
Para quando o plano de acção da luta contra esta praga no concelho de Ovar?<br />
Que medidas estão a ser tomadas, no auxílio e informação dos proprietários de palmeiras, que por falta de recursos ou somente de informação, deixam que a espécie se perca e a paisagem se altere?</p>
<p>Existem no país autarquias, por exemplo Cascais, cujos funcionários colocam nas caixas de correio de todos os proprietários, que detectam com a espécie, informação elucidativa, incluindo do apoio que prestam, nomeadamente na recolha, para posterior destruição do produto das podas e do material contaminado. Por cá, com muita frequência, já se encontram nos caminhos secundários muita mortandade desta espécie depositada, com todas as consequências que isso acarreta.<br />
A bem desta, da nossa, terra é necessário agir, mas com eficácia. O fazer de conta é um desperdício, é como a mentira. Tem perna curta…</p>
<p>À entrada do Furadouro, do lado direito, as velhas palmeiras da antiga “Vila Paraense”, em domínio privado, são um bom exemplo de uma actuação atempada e eficaz. Logo aos primeiros sintomas, foram tratadas tendo uma delas, a mais pequena, chegado inclusivamente a ter a coroa danificada. No final do verão o seu aspecto era a de um ananás, como consequência da limpeza total das folhas. Hoje, já é possível ver a sua coroa regenerar, o que leva a supor que estejamos perante um caso de sucesso e de um exemplo, que a bem do espaço público, deveria ser seguido.</p>
<p>As gerações Ovarenses, vindouras, ficarão gratas se souberem que no passado, tudo foi feito para preservar as palmeiras do tempo dos seus antepassados.</p>
<p><em>8 de Janeiro de 2016</em><br />
<strong><em>Paulo Bonifácio</em></strong></p>
<p><a href="http://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2016/01/Principio-Dezembro.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16186" alt="Principio Dezembro" src="http://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2016/01/Principio-Dezembro.jpg" width="644" height="483" srcset="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2016/01/Principio-Dezembro.jpg 644w, https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2016/01/Principio-Dezembro-300x225.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 644px) 100vw, 644px" /></a> <a href="http://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2016/01/Principio-Janeiro.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16187" alt="Principio Janeiro" src="http://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2016/01/Principio-Janeiro.jpg" width="644" height="483" srcset="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2016/01/Principio-Janeiro.jpg 644w, https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2016/01/Principio-Janeiro-300x225.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 644px) 100vw, 644px" /></a></p>
<p><strong>Entre as duas imagens medeia um mês: 9 de Dezembro e 9 de Janeiro</strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.ovarnews.pt/escaravelho-da-palmeira-paulo-bonifacio/">Escaravelho da Palmeira &#8211; Paulo Bonifácio</a> aparece primeiro em <a href="https://www.ovarnews.pt">OvarNews</a>.</p>
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