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	<title>Arquivo de arte - OvarNews</title>
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	<description>Actualidade Vareira</description>
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		<title>O &#8220;sonho&#8221; comanda o 22. Imaginarius</title>
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		<dc:creator><![CDATA[OvarNews]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 May 2023 13:07:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A 22.ª edição do Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira arranca a 25 de maio com 37 projetos que, envolvendo 350 artistas de 12 nacionalidades, têm em comum o tema “Sonho”. Orçamentado em 495.000 euros, o evento apresentará até 28 de maio 130 horas de conteúdos gratuitos. Em &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A 22.ª edição do Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira arranca a 25 de maio com 37 projetos que, envolvendo 350 artistas de 12 nacionalidades, têm em comum o tema “Sonho”. Orçamentado em 495.000 euros, o evento apresentará até 28 de maio 130 horas de conteúdos gratuitos.</p>
<p class="text-paragraph">Em declarações à Lusa, o vereador da Cultura nessa autarquia do distrito de Aveiro, Gil Ferreira, afirma: “Não podia ser mais assertiva a escolha da temática, num ano repleto de desafios e de profundas mudanças sociais a nível mundial. Nunca foi tão necessário sonhar e esperar a concretização dos sonhos”. Para Gil Ferreira, o festival levará assim diferentes manifestações da criatividade humana a vários espaços do centro histórico da cidade, o que constituirá uma oportunidade para o público “desenvolver capacidade crítica, gosto estético e uma nova apreciação pelas mais diversas formas de expressão cultural”.</p>
<p class="text-paragraph">Uma das grandes produções do programa principal será “Aigua”, um espetáculo de “poesia visual” que, materializado a 10 metros de altura, num cabo estendido sobre a Praça Gaspar Moreira, combina dança aérea e acrobacia numa “metáfora da passagem do ser humano pelo planeta”. A performance é da companhia catalã Xa Teatre e Gil Ferreira descreve-a como “uma obra subtil” sobre cuidado e preservação”.</p>
<p class="text-paragraph">Outra proposta que gera expectativa é “Bulle à Bulle”, que resulta de uma residência artística que o coletivo espanhol Enlaire fez na Feira e que estará em cena no Cineteatro António Lamoso, também com entrada livre, mas implicando reserva prévia de bilhete. Água, sabão, música e teatro cómico são os principais elementos do espetáculo que, juntando o mimo Pep Bou e o artista Martín Cattani, reflete “40 anos de experimentação com o mundo da Física e da Química”.</p>
<p class="text-paragraph">Em grande formato, para a multidão noturna já habituada a espetáculos com gruas na eira do Orfeão, está previsto “Cristal Palace”, da companhia francesa Transe Express. “Um lustre monumental, especialmente concebido para a rua, transformará o espaço público num salão de festas suspenso, com pista de dança, bar, orquestra e acrobatas”, revela Gil Ferreira.</p>
<p class="text-paragraph">Por terra, mas em fatos cor-de-rosa bem insuflados com ar, exibir-se-ão os chamados “gonfles” (traduzíveis como inchaços ou “inflados”) da performance itinerante “La Grande Phrase”, da Companhia Didier Théron. A sinopse dessa criação francesa diz que essas figuras de anca larga, a lembrar a Venús de Willendorf, podem intervir em “lojas, carros, varandas e cafés”, pelo que avisa: “Não respeitam o espaço público ou privado, nada lhes é proibido e aceitamos de bom grado esta interrupção no nosso quotidiano, saindo dele muito mais leves e felizes”.</p>
<p class="text-paragraph">Igualmente itinerante é a parada “World of Wonder/Mundo da Maravilha”, com que a italiana Associazione Teatro Per Caso leva os seus artistas a percorrerem em andas várias ruas da cidade, animando-as com pássaros iluminados de mecânicas asas brancas. No mesmo espírito, embora com maior diversidade cromática, a Orquestra Al-Fanfare, do Algarve, fará desfilar pelo centro histórico da Feira “a sonoridade e o ritmo dos Balcãs”, com incursões noutros domínios musicais como o Dixieland e os acordes latinos.</p>
<p class="text-paragraph">Além da programação principal, o Imaginarius 2023 integra ainda um cartaz vocacionado para o público infantil, com propostas da companhia portuguesa Nau dos Sonhos, da italiana Woow e das espanholas Enlaire, Jam e La Trócola Circ.</p>
<p class="text-paragraph">Encomendas específicas do festival a criadores portugueses são cinco: “Roda Viva”, de Inês de Carvalho em parceria com o coletivo belga Tu Parles Trop; “Ponto de Partida”, pelo Instituto Nacional das Artes do Circo; “Pescadores da Lua”, da companhia Seistopeia; “Kefalé”, do Teatro em Caixa; e “Sons do Fijô”, que reúne as quatro bandas filarmónicas de Santa Maria da Feira (de Vale, Lobão, Arrifana e Souto). A essas criações próprias junta-se ainda “Perspetive’s Gravity”, da artista eslovena Danijela.</p>
<p class="text-paragraph">Do evento também faz parte a rubrica “Mais Imaginarius”, dedicada a divulgar artistas emergentes de todo o mundo. Os candidatos são selecionados por um júri especial e recebem apoio da organização ao nível de viagens e estadia, mas atuam sem remuneração, cabendo ao público votar no melhor dos 18 artistas convidados e assim conferir-lhe oportunidade de desenvolver uma criação própria para a edição de 2024.</p>
<p>O festival integra ainda sessões de ‘pitching’ para profissionais e estudantes dos setores das artes, assim como um roteiro pelos “Sabores Imaginarius”, a que cinco restaurantes se associaram com menus que, a partir de produtos endógenos sazonais, “revelam gastronomia de autor com especial criatividade”.</p>
<p class="text-paragraph amp-wp-7023da7"><a href="https://www.imaginarius.pt/edicao-2023/" target="_blank" rel="noopener">Saiba mais aqui</a></p>
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		<title>Há uma nova esperança para a arte da construção naval da Ria</title>
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		<dc:creator><![CDATA[OvarNews]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Apr 2023 14:47:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Local]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O CENÁRIO &#8211; Centro Náutico da Ria de Ovar faz parte da nova esperança para a construção naval artesanal que está a nascer na Ria de Aveiro. Ancorado numa forte ligação emocional e histórica à Ria e a esta arte, o Município de Estarreja lançou um projeto de formação profissional que viu a luz do &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">O CENÁRIO &#8211; Centro Náutico da Ria de Ovar faz parte da nova esperança para a construção naval artesanal que está a nascer na Ria de Aveiro. Ancorado numa forte ligação emocional e histórica à Ria e a esta arte, o Município de Estarreja lançou um projeto de formação profissional que viu a luz do dia na segunda-feira, dia 17 de abril, no Centro de Interpretação da Construção Naval, em Pardilhó.</p>
<p><a href="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2023/04/construcao-naval.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-71254" src="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2023/04/construcao-naval.jpg" alt="" width="913" height="609" srcset="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2023/04/construcao-naval.jpg 913w, https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2023/04/construcao-naval-300x200.jpg 300w, https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2023/04/construcao-naval-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 913px) 100vw, 913px" /></a></p>
<p style="font-weight: 400;">Às portas da emblemática e renovada Ribeira d’Aldeia, 12 formandos estão a aprender e, ao mesmo tempo, a dar o seu contributo para preservar este que já foi considerado património cultural imaterial nacional.</p>
<p style="font-weight: 400;">O curso de formação profissional de Construção Naval é promovido pelo Município de Estarreja em parceria com a FOR-MAR – Centro de Formação Profissional das Pescas e do Mar e com o Centro Qualifica de Estarreja – Agrupamento de Escolas de Estarreja.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Defender uma arte em vias de extinção</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">A iniciativa surge da vontade e da necessidade de defesa da arte da construção naval, que atualmente é apenas praticada de forma regular por cinco mestres construtores e por um pintor de moliceiros, sedeados nos concelhos de Estarreja e Murtosa.</p>
<p style="font-weight: 400;">
		<div class="box info  ">
			<div class="box-inner-block">
				<span class="fa tie-shortcode-boxicon"></span>Recorde-se que a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) inscreveu “como registo de salvaguarda urgente” o «Barco Moliceiro: Arte da Carpintaria Naval da Região de Aveiro» no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, conforme despacho publicado no dia 15 de dezembro de 2022, em Diário da República. 
			</div>
		</div>
	
<p style="font-weight: 400;">Os barcos moliceiros – verdadeiros ex-libris das gentes ribeirinhas e que encerram na sua construção técnicas milenares – têm em Pardilhó o seu ‘núcleo’ de produção. A arte da construção de barcos em madeira ainda ganha vida pelas mãos dos mestres construtores António Esteves, Arménio Almeida e Felisberto Amador, de Pardilhó, &#8220;terra da ria e berço de centenas de construtores navais de machado e enxó&#8221;, e que foram homenageados com a Medalha de Mérito Municipal em 2019.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Homenagem aos Construtores Navais" width="1220" height="686" src="https://www.youtube.com/embed/JP8p-9QgCYA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="font-weight: 400;">O carpinteiro Arménio Almeida aceitou o desafio do Município para integrar o corpo de formadores do curso, colocando o seu conhecimento como carpinteiro naval ao serviço das novas gerações, e assim garantindo a aprendizagem e continuidade desta arte tradicional.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Antigo estaleiro é centro de interpretação</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">Doado pelo mestre José Duarte da Silva, conhecido em Pardilhó por José Pitarma e pela família de Diniz Tavares de Matos, o antigo estaleiro tradicional em madeira onde durante meio século se construíram e repararam barcos de recreio, foi reerguido e transformado em Centro de Interpretação da Construção Naval e sede da Estação Náutica de Estarreja. Fruto do esforço da Câmara Municipal de Estarreja em salvaguardar o vasto e rico património material e imaterial ligado à construção naval, preservando, assim, a história local e “privilegiando a memória da Construção Naval”, realçou o Presidente da Câmara Municipal de Estarreja, Diamantino Sabina, presente no primeiro dia de aulas.</p>
<p style="font-weight: 400;">Este curso profissional visa incutir esta paixão nos formandos, contribuindo para preservar um património significativo para as gentes ligadas à Ria e representativo da proximidade à zona ribeirinha e da “ligação intrínseca à Ria de Aveiro e à construção naval”, disse Diamantino Sabina, acreditando que este seja um projeto de continuidade. Para o autarca, ter pessoas interessadas em obter o conhecimento da arte e do saber-fazer é uma conquista. Mesmo que daqui não saiam futuros carpinteiros navais, a transmissão do conhecimento será assegurada e, quem sabe, este pode ser o embrião para outras navegações. Diamantino Sabina lançou o desafio aos alunos para a criação de uma empresa de construção naval artesanal.</p>
<p><a href="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2015/06/Moliceiro.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-13121 size-full" src="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2015/06/Moliceiro.jpg" alt="" width="687" height="458" /></a></p>
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<p style="font-weight: 400;"><strong>A construção de barcos em madeira no concelho remonta ao século XIX</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">O Concelho de Estarreja, sempre teve uma ligação direta com a Ria de Aveiro, através dos seus inúmeros esteiros e canais, nas várias freguesias. A freguesia de Pardilhó, situada à margem dos grandes eixos rodoviários e fortemente marcada pela importância dos seus esteiros, particularmente da Ribeira da Aldeia, do Nacinho, das Bulhas e das Teixugueiras, sempre foi uma terra dedicada à agricultura.</p>
<p style="font-weight: 400;">A sua direta ligação à Ria fez com que se desenvolvesse a indústria da construção naval, de cujos estaleiros saíram os Moliceiros, que sulcando águas com toda a sua elegância e magnificência cumpriram a tarefa única da apanha do moliço, e os barcos mercantéis, autênticos pioneiros e suportes do tráfego comercial entre Aveiro e as comunidades ribeirinhas, sobretudo no transporte do sal e de materiais de construção civil.</p>
<p style="font-weight: 400;">Segundo a Estatística Industrial do Distrito de Aveiro, de 1867, o concelho de Estarreja que então abrangia a Murtosa, registou o lançamento à água de 85 barcos, entre os quais barcos grandes de pesca no mar.</p>
<p style="font-weight: 400;">No início do século XX, a carpintaria naval intensificou-se, com o aumento do lançamento à água de várias embarcações. O engenho e destreza dos mestres e a abundância da mão-de-obra especializada justificou a fixação em Pardilhó, em 1937, da sede do Sindicato Nacional dos Carpinteiros Navais do Distrito de Aveiro.</p>
<p style="font-weight: 400;">Na década de 40/50 havia, só em Pardilhó, mais de 30 carpinteiros navais no ativo. A arte foi passando, de geração em geração, com instrução pelos velhos mestres e os estaleiros servindo de escola aos novos aprendizes. A Carpintaria Naval foi a atividade económica mais significativa da história de Pardilhó.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Curso de Formação Profissional de Construção Naval</strong></p>
<p><em>(Gratuito)</em><br />
<em>Duração: 400 horas (em vários módulos, 3 dias por semana)</em><br />
<em>Horário: Segundas e quartas-feiras 18h – 23h / Quinzenalmente aos sábados (8h30 – 13h30)</em><br />
<em>Parcerias:</em><br />
<em>FOR-MAR – CENTRO DE Formação Profissional das Pescas e do Mar</em><br />
<em>Centro Qualifica de Estarreja</em><br />
<em>Cofinanciado por IEFP e DGRM</em></p>
<p style="font-weight: 400;">
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