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	<title>Arquivo de Hipertensão - OvarNews</title>
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		<title>A hipertensão arterial não sai de moda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[OvarNews]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 May 2023 10:47:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A hipertensão arterial (HTA) não sai de moda. Iremos continuar a falar e a escrever sobre esta pandemia – esta sindemia, aliás – enquanto nos mantivermos tão longe do controlo ideal, daquele que continua a ser o fator de risco mais diretamente relacionado com as principais causas de morte em todo o mundo: o enfarte &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 26px; font-weight: bold;">A hipertensão arterial (HTA) não sai de moda. Iremos continuar a falar e a escrever sobre esta pandemia – esta sindemia, aliás – enquanto nos mantivermos tão longe do controlo ideal, daquele que continua a ser o fator de risco mais diretamente relacionado com as principais causas de morte em todo o mundo: o enfarte e o AVC.</span></p>
<p>Poucos serão os que não terão ouvido falar de HTA, mas infelizmente nem todos sabem quais os valores ideais, os comportamentos que podem contribuir para um controlo mais adequado, e a maioria ainda não foi adequadamente informada que tomando a medicação prescrita pelo médico é mais que meio caminho andado para um controlo eficaz. A maioria desta informação deve ser obviamente veiculada pelo médico, se não toda, considerando pelo menos o momento do diagnóstico. Ainda assim, cabe ao indivíduo com HTA ouvir os conselhos atentamente, procurar cumprir o melhor possível, e assumir as rédeas no que diz respeito à toma diária da medicação e responsabilidade sobre a sua doença. Porque, sim, a Hipertensão é uma doença, e o mais difícil de encaixar é que é crónica e silenciosa. Ou seja, só dá sintomas no fim da linha, quando surgem as complicações, como o enfarte, o AVC, a insuficiência renal, a doença arterial periférica, a arritmia, as alterações na visão, a disfunção eréctil, a demência precoce, entre tantas outras evitáveis com medidas relativamente simples e ao alcance de todos. Durante a fase inicial da doença não há sintomas, dificultando a perceção da importância do cumprimento da medicação e facilitando os esquecimentos, bem como a noção das consequências graves e potencialmente fatais.</p>
<p>Mas é nesta fase inicial que é ainda mais fácil de prevenir e controlar, evitar que evolua e danifique lentamente os vasos sanguíneos, os órgãos; nesta fase a medicação é capaz até de reverter algumas das consequências silenciosas que a HTA possa ter causado. É por estas razões que deve ser encarada com responsabilidade o mais precocemente possível e não deixar que as lesões se tornem irreversíveis. É verdade que a genética ainda ninguém a muda – pelo menos não a olhos vistos – mas não basta aceitar que “é de família”.. daí ter sido apelidada de sindemia nas primeiras linhas deste texto, já que muito do nosso comportamento influencia a evolução deste fator de risco impossível de negligenciar, e está intimamente ligado a várias outras doenças que também predominam nos dias de hoje: o colesterol elevado, a diabetes, o excesso de peso, e tantas outras.</p>
<p>Há mensagens simples que mudam o rumo da HTA, para a “saúde ou para a doença”: medir a pressão arterial regularmente e conhecer os nossos valores (só medindo é que sabemos como anda); saber os valores-alvo e perceber que devemos estar regra geral abaixo dos “14/9” (mas há nuances para cada pessoa, daí ser importante o seguimento médico regular); reduzir o sal na alimentação (as ervas aromáticas ajudam a dar sabor); evitar as gorduras e optar por encher metade do prato com legumes/ salada; evitar o tabaco (talvez o comportamento aditivo associado a maior número de doenças, e não só cardiovasculares); tentar praticar exercício físico (não precisa ser ginásio, basta a caminhada regular e algo que se encaixe na rotina de cada um). Por fim é importante lembrar que só tomando a medicação é que ela poderá fazer efeito – já dizia um famoso cirurgião nos anos 80 – e a toma deve ser regular: a HTA não dói, mas o efeito do paracetamol também passa ao fim de algumas horas..!</p>
<h1>Vitória Cunha – Coordenadora Núcleo de Estudos de Prevenção e Risco Vascular da SPMI</h1>
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		<title>Sociedade Portuguesa de Hipertensão alerta para os riscos da HTA não controlada</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/sociedade-portuguesa-de-hipertensao-alerta-para-os-riscos-da-hta-nao-controlada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[OvarNews]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 May 2023 15:58:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Hipertensão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) assinala o Dia Mundial da Hipertensão (DMH) a 17 de maio, integrado na semana da HTA, e que tem como objetivo sensibilizar para esta problemática da HTA. A SPH considera fundamental consciencializar os portugueses para esta doença, alertando-os para a importância de medir a pressão arterial, controlar a HTA e conhecer os &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) assinala o <strong>Dia Mundial da Hipertensão </strong>(DMH) a 17 de maio, integrado na semana da HTA, e que tem como objetivo sensibilizar para esta problemática da HTA.</p>
<p>A SPH considera fundamental consciencializar os portugueses para esta doença, alertando-os para a importância de medir a pressão arterial, controlar a HTA e conhecer os riscos associados a valores não controlados. Rosa de Pinho, Médica de Família e Presidente da SPH, recorda que <strong>“a HTA, segundo o estudo PHYSA<sup>1</sup>, afeta cerca de 42% da população portuguesa e estima-se que mais de 25% dos doentes desconhece que sofre desta patologia crónica. Não tem sintomas e está ligada a doenças cardiovasculares graves, nomeadamente ao Acidente Vascular Cerebral, com taxas de mortalidade e incapacidade elevadas”</strong>. Outro fator preocupante é a prevalência crescente de crianças e jovens com HTA, o que se atribui ao consumo excessivo de sal, sedentarismo e aumento de excesso ponderal/obesidade nessas faixas etárias.</p>
<p>Neste contexto, a SPH desenvolveu a “Missão 70/26”, uma iniciativa nacional para melhorar o controlo da Hipertensão arterial, que tem como objetivo controlar 70% dos hipertensos vigiados nos cuidados de saúde primários em Portugal até 2026, através da implementação de um conjunto de ações destinadas a profissionais de saúde e doentes. “Junto da comunidade, pretendemos sensibilizar a população para a importância de medir regularmente a pressão arterial, de aderir à terapêutica e de consultar o médico regularmente para vigilância da doença. Para isso, e beneficiando do papel de liga da SPH, será implementado um plano de ações com o intuito de divulgar e explicar a HTA junto do público em geral e informar, esclarecer e educar o doente sobre a gestão da doença” acrescenta Rosa Pinho.</p>
<p>A SPH, enquanto sociedade científica, tem ainda como prioridade envolver os profissionais de saúde, priorizando a atualização de conhecimentos, formação e a redução da inércia médica. Pretende-se envolver outras entidades direta ou indiretamente ligadas ao doente hipertenso, tendo como objetivo comum aumentar o controlo da pressão arterial. Foi criado um prémio para os projetos de profissionais de saúde considerados mais relevantes na área da melhoria da adesão à terapêutica e do controlo de HTA. O regulamento e condições de candidatura serão revelados no DMH.</p>
<p>De forma a poder monitorizar o impacto das ações desenvolvidas, a SPH fará uma avaliação regular dos indicadores disponíveis no bilhete de Identidade dos Cuidados de Saúde Primários (BI-CSP), sabendo que, à data de hoje, temos 52,8% dos hipertensos vigiados nos CSP controlados (PA&lt; 140/90 mmHg) 2.</p>
<p>Desta forma, a SPH pretende alterar o panorama atual, caracterizado por um controlo deficiente da pressão arterial, que contribui fortemente para a elevada prevalência de Acidente Vascular Cerebral bem como de outras doenças cardiorenovasculares, como a Doença Isquémica Cardíaca, Demência Vascular e Doença Renal Crónica.</p>
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