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	<title>Arquivo de moliceiro - OvarNews</title>
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	<description>Actualidade Vareira</description>
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	<title>Arquivo de moliceiro - OvarNews</title>
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	<item>
		<title>Barco Moliceiro inscrito na Lista de Salvaguarda Urgente da UNESCO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[OvarNews]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Dec 2025 10:55:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Barco Moliceiro, símbolo maior da Ria de Aveiro e expressão singular da carpintaria naval tradicional, passou a integrar a Lista do Património Cultural Imaterial que necessita de salvaguarda urgente da UNESCO. A decisão foi anunciada esta terça-feira, em Nova Deli, durante a 20.ª Sessão do Comité Intergovernamental. A candidatura “Barco Moliceiro: Arte da Carpintaria Naval &#8230;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.ovarnews.pt/barco-moliceiro-inscrito-na-lista-de-salvaguarda-urgente-da-unesco/">Barco Moliceiro inscrito na Lista de Salvaguarda Urgente da UNESCO</a> aparece primeiro em <a href="https://www.ovarnews.pt">OvarNews</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Barco Moliceiro, símbolo maior da Ria de Aveiro e expressão singular da carpintaria naval tradicional, passou a integrar a Lista do Património Cultural Imaterial que necessita de salvaguarda urgente da UNESCO. A decisão foi anunciada esta terça-feira, em Nova Deli, durante a 20.ª Sessão do Comité Intergovernamental.<br />
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</script></p>
<p>A candidatura “Barco Moliceiro: Arte da Carpintaria Naval da Região de Aveiro”, apresentada pela Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA), mereceu aprovação após um processo que envolveu mestres carpinteiros, associações, investigadores e comunidades locais, num esforço conjunto para garantir a continuidade deste saber ancestral.</p>
<p>Este reconhecimento internacional sublinha a importância histórica, cultural e identitária do Barco Moliceiro e das técnicas de construção naval que lhe dão forma, hoje consideradas em risco de transmissão.</p>
<p>A distinção envolve diretamente os municípios que integram a CIRA — Águeda, Albergaria-a-Velha, Anadia, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Murtosa, Oliveira do Bairro, <a href="https://www.ovarnews.pt/o-lameirense-o-ultimo-barco-moliceiro-do-torrao-do-lameiro-ovar/">Ovar</a>, Sever do Vouga e Vagos — reforçando o papel conjunto destas autarquias na preservação da herança cultural da Ria de Aveiro.</p>
<p><iframe title="Moliceiro Boat AveiroRegion" width="1220" height="686" src="https://www.youtube.com/embed/b_27MCCZ3JE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O Barco Moliceiro havia já sido inscrito em 2022 no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, por iniciativa da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA).</p>
<p>Na documentação patente no site da UNESCO é lembrado que, apesar de ser considerada uma prática representativa da identidade regional, apenas cinco Mestres construtores de moliceiros estão no ativo, quatro dos quais com mais de 60 anos de idade.</p>
<p>Com a inscrição na lista da UNESCO, abre-se um novo ciclo de valorização e projeção internacional, sustentado por políticas reforçadas de salvaguarda e pela promoção ativa dos mestres e oficinas que mantêm viva esta arte única da carpintaria naval portuguesa.</p>
<div class="item-8 item-8-13 item-even CT-html">
<p>Um dos aspetos singulares dos barcos moliceiros são as pinturas da popa e da ré: &#8220;a proa é a parte monumental do moliceiro, em que figuras, desenhos e legendas são exclusivos, sem igual em qualquer tipo de navegação conhecido&#8221;, escreveu Jaime Vilar, em livro dedicado àquela embarcação.</p>
</div>
<div class="item-9 item-9-13 item-odd CT-html">
<p>Nesse trabalho, o autor classificava as legendas da proa em &#8220;satíricas, humorísticas e eróticas&#8221;, &#8220;religiosas&#8221;, &#8220;românticas, brejeiras e pícaras&#8221;, &#8220;profissionais, morais e históricas&#8221;.</p>
</div>
<div class="item-10 item-10-13 item-even CT-html">
<p>O mesmo autor, baseando-se em dados colhidos junto dos artífices, descrevia que um moliceiro mede, em média, &#8220;15 metros de comprimento, desloca cerca de cinco toneladas e tem o fundo plano e de pouco calado, pormenor que lhe permite navegar por onde barcos de quilha não passam&#8221;.</p>
</div>
<div class="item-11 item-11-13 item-odd CT-html">
<p>Na década de 70 do século XX estavam registados três mil barcos moliceiros a operar na Ria de Aveiro, mas <strong>estima-se que subsistam pouco mais de 50 embarcações, metade das quais afetas à exploração turística nos canais urbanos da Ria</strong>.</p>
</div>
<div class="item-12 item-12-13 item-even CT-html">
<p>De acordo com o instituto público Património Cultural, <strong>Portugal tem oito manifestações inscritas na lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade</strong>, duas na lista do Património Cultural Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente e um registo das Boas Práticas de Salvaguarda.</p>
</div>
<div class="item-13 item-13-13 item-odd item-last CT-html">
<p>As duas outras inscrições portuguesas na lista de salvaguarda urgente são <strong>o barro negro de Bisalhães e a manufatura de chocalhos</strong>.</p>
</div>
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	</item>
		<item>
		<title>A arte de talhar os Moliceiros da Ria com as próprias mãos</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/a-arte-de-talhar-os-moliceiros-da-ria-com-as-proprias-maos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[OvarNews]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Nov 2023 16:03:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na Ribeira de Ovar, grande centro construtor de outros tempos, desde meados do século passado que a carpintaria naval se extinguiu. Aqui ao lado, com a Ria também por perto, em Pardilhó, que já foi do concelho de Ovar durante ano e meio e agora é concelho de Estarreja, Felisberto Amador é um dos últimos &#8230;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.ovarnews.pt/a-arte-de-talhar-os-moliceiros-da-ria-com-as-proprias-maos/">A arte de talhar os Moliceiros da Ria com as próprias mãos</a> aparece primeiro em <a href="https://www.ovarnews.pt">OvarNews</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na Ribeira de Ovar, grande centro construtor de outros tempos, desde meados do século passado que a carpintaria naval se extinguiu.</p>
<p>Aqui ao lado, com a Ria também por perto, em Pardilhó, que já foi do concelho de Ovar durante ano e meio e agora é concelho de Estarreja, Felisberto Amador é um dos últimos embaixadores da arte da carpintaria naval, talhando com as próprias mãos os Moliceiros da Ria de Aveiro.</p>
<p>A vida de Felisberto Amador é uma narrativa construída à volta das ferramentas e utensílios usados na construção de todo o tipo de embarcações. A partir dos 14 anos de idade que não conheceu outra vida. «Aprendi esta arte com o meu primo Henrique Lavoura que tinha um estaleiro».</p>
<p>Felisberto molda a madeira com uma facilidade que impressiona. «Tudo o que fosse de madeira bruta era comigo», diz a rir. «Cheguei a fazer um barco moliceiro sozinho, num mês», recorda com orgulho, mas depois as alterações no ecossistema gunar tudo mudaram.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft" src="https://www.nauticalportugal.com/estacoesnauticasdeportugal/uploads/geo_article/image/217/felisberto_amador_construtor_naval.png" width="469" height="258" />O moliço foi desaparecendo da Ria e «quase todos desistiram desta arte». Felisberto Amador chegou a fazer o luto à arte. «Em 1980, estava convencido que isto ia acabar, mas então começou a febre dos passeios turisticos nos canais de Aveiro e isto ressuscitou».</p>
<p>Começou por construir um mercantel para um operador turístico aveirense, e hoje está a remendar um moliceiro tem encomendas para mais.</p>
<p>O turismo dá-lhe muito que fazer. Quando faziam o que lhes estava destinado originalmente, os Moliceiros «andavam sempre fresquinhos, carregados com moliço e sal, para cá e para lá. Agora não, levam calor e chuva por cima, duram pouco tempo e precisam de muita manutenção».</p>
<p>Por estes dias, tem o estaleiro de Pardilhó ocupado com um moliceiro a precisar de arranjo no casco, mas no último ano fez um mercantel e dois moliceiros. Portanto, esta é uma fase boa, mas Felisberto aprendeu que, na Ria, nada é definitivo. «Amanhã, podem arranjar outro material mais duradouro e a arte naval volta a definhar.</p>
<p>Nisto, nunca se sabe», ajuíza Felisberto. Além disso, hoje é tudo muito efémero e «um moliceiro demora muito a construir», alertando que os construtores se debatem, hoje, com dificuldades para encontrar boa madeira: «Está muito difícil de arranjar madeira de pinheiro manso», num contraste preocupante com o que se passava quando começou. «Antes havia toneladas de madeira de qualidade, em Albergaria-a-Velha, para escolher mas agora já não há como havia». Ainda não vai há muito tempo, «havia pinheiros limpinhos que eram uma maravilha para fazer as imprescindíveis tabuadas dos barcos Moliceiros”. Agora Felisberto tem que se deslocar a Alcácer-do-Sal e nem aí é certo que encontre o que precisa. «É complicado», sintetiza, com ar de quem não gosta de falar no assunto.</p>
<p><em><strong>«É preciso gostar muito»</strong></em></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://www.cm-estarreja.pt/media/Fotografias/Cultura/Constru%C3%A7%C3%A3o%20Naval/IMG_20190607_161024_800x440_noticias_f0c99a.jpg" width="800" height="440" />Para se ser mestre de construção naval, hoje, tem que se «gostar muito» e estar dispoto a ultrapassar muitos obstáculos, o que desmotiva mesmo os mais inveterados, como Felisberto Amador: «Enquanto puder vou trabalhando, mas já não consigo fazer um moliceiro num mês, como fazia», apontando para o ombro esquerdo: «Parti um tendão e já não consigo fazer certos movimentos». Aos 64 anos abrandou o ritmo, mas garante: «Com 50 anos disto, continuo a aprender todos os dias».</p>
<p>O Centro de Interpretação da Construção Naval, que substituiu o velho barracão existente na Ribeira da Aldeia, além de espaço museulógico, prevê realizar cursos de construção naval de embarcações tradicionais e formação profissonal de carpintaria, entre outras actividades. Homenagear a arte da carpintaria naval é, também, uma forma de a preservar, incentivando os mais novos a aprender e a adquirirem estes conhecimentos, junto dos construtores navais ainda em actividade.</p>
<p>Felisberto não tem fé que nesses cursos se formem os sucessores de António Esteves e Arménio Almeida que, tal como Felisberto, talham artesanalmente muitas embarcações, usando o pau de pontos, onde estão gravadas as medidas das embarcações, a serra de mão, o enxó ou a gata que serve para erguer peças na embarcação. Para aprender tem que ser com eles.</p>
<p>Pelo contrário, elogia o trabalho de preservação e promoção que está a ser feito no concelho da Murtosa, no Estaleiro de Construção Naval Tradicional onde, com o auxílio do mestre José Rito e com as pinturas típicas de José Oliveira, se pode observar, passo a passo, como é construído este património.</p>
<p><em><strong>O engenho e a destreza dos mestres</strong></em></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://images.newrr.sapo.pt/estaleiro_naval_da_torreira96384552defaultlarge_1024.jpg" width="1024" height="577" /></p>
<p>A construção de barcos em madeira no concelho de Estarreja remonta ao século XIX. Segundo a Estatística Industrial do Distrito de Aveiro, de 1867, Estarreja, que então abrangia a Murtosa, registou o lançamento à água de 85 barcos, entre os quais barcos grandes de pesca no mar.</p>
<p>O engenho e destreza dos mestres e a abundância da mão-de-obra especializada justificou a fixação em Pardilhó, em 1937, da delegação distrital dos Sindicatos dos Operários da Construção Naval. Na década de 40/50 havia, só em Pardilhó, mais de 30 carpinteiros navais no ativo. Hoje, restam três devidamente homenageados com a atribuição, em 2019, da Medalha de Mérito Municipal, o galardão máximo atribuído pelo Município de Estarreja.</p>
<p>Felisberto Amador foi um deles, sobrevivente dos tempos áureos das embarcações em madeira, regulados pela arte e pelo &#8220;pau de pontos, o instrumento mágico da construção naval lagunar com cerca de 1,50 metros de comprimento que tem marcadas todas as medidas necessárias&#8221; à construção dos barcos.</p>
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		<item>
		<title>Há uma nova esperança para a arte da construção naval da Ria</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/ha-uma-nova-esperanca-para-arte-da-construcao-naval-da-ria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[OvarNews]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Apr 2023 14:47:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Local]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">O CENÁRIO &#8211; Centro Náutico da Ria de Ovar faz parte da nova esperança para a construção naval artesanal que está a nascer na Ria de Aveiro. Ancorado numa forte ligação emocional e histórica à Ria e a esta arte, o Município de Estarreja lançou um projeto de formação profissional que viu a luz do dia na segunda-feira, dia 17 de abril, no Centro de Interpretação da Construção Naval, em Pardilhó.</p>
<p><a href="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2023/04/construcao-naval.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-71254" src="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2023/04/construcao-naval.jpg" alt="" width="913" height="609" srcset="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2023/04/construcao-naval.jpg 913w, https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2023/04/construcao-naval-300x200.jpg 300w, https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2023/04/construcao-naval-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 913px) 100vw, 913px" /></a></p>
<p style="font-weight: 400;">Às portas da emblemática e renovada Ribeira d’Aldeia, 12 formandos estão a aprender e, ao mesmo tempo, a dar o seu contributo para preservar este que já foi considerado património cultural imaterial nacional.</p>
<p style="font-weight: 400;">O curso de formação profissional de Construção Naval é promovido pelo Município de Estarreja em parceria com a FOR-MAR – Centro de Formação Profissional das Pescas e do Mar e com o Centro Qualifica de Estarreja – Agrupamento de Escolas de Estarreja.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Defender uma arte em vias de extinção</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">A iniciativa surge da vontade e da necessidade de defesa da arte da construção naval, que atualmente é apenas praticada de forma regular por cinco mestres construtores e por um pintor de moliceiros, sedeados nos concelhos de Estarreja e Murtosa.</p>
<p style="font-weight: 400;">
		<div class="box info  ">
			<div class="box-inner-block">
				<span class="fa tie-shortcode-boxicon"></span>Recorde-se que a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) inscreveu “como registo de salvaguarda urgente” o «Barco Moliceiro: Arte da Carpintaria Naval da Região de Aveiro» no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, conforme despacho publicado no dia 15 de dezembro de 2022, em Diário da República. 
			</div>
		</div>
	
<p style="font-weight: 400;">Os barcos moliceiros – verdadeiros ex-libris das gentes ribeirinhas e que encerram na sua construção técnicas milenares – têm em Pardilhó o seu ‘núcleo’ de produção. A arte da construção de barcos em madeira ainda ganha vida pelas mãos dos mestres construtores António Esteves, Arménio Almeida e Felisberto Amador, de Pardilhó, &#8220;terra da ria e berço de centenas de construtores navais de machado e enxó&#8221;, e que foram homenageados com a Medalha de Mérito Municipal em 2019.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Homenagem aos Construtores Navais" width="1220" height="686" src="https://www.youtube.com/embed/JP8p-9QgCYA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="font-weight: 400;">O carpinteiro Arménio Almeida aceitou o desafio do Município para integrar o corpo de formadores do curso, colocando o seu conhecimento como carpinteiro naval ao serviço das novas gerações, e assim garantindo a aprendizagem e continuidade desta arte tradicional.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Antigo estaleiro é centro de interpretação</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">Doado pelo mestre José Duarte da Silva, conhecido em Pardilhó por José Pitarma e pela família de Diniz Tavares de Matos, o antigo estaleiro tradicional em madeira onde durante meio século se construíram e repararam barcos de recreio, foi reerguido e transformado em Centro de Interpretação da Construção Naval e sede da Estação Náutica de Estarreja. Fruto do esforço da Câmara Municipal de Estarreja em salvaguardar o vasto e rico património material e imaterial ligado à construção naval, preservando, assim, a história local e “privilegiando a memória da Construção Naval”, realçou o Presidente da Câmara Municipal de Estarreja, Diamantino Sabina, presente no primeiro dia de aulas.</p>
<p style="font-weight: 400;">Este curso profissional visa incutir esta paixão nos formandos, contribuindo para preservar um património significativo para as gentes ligadas à Ria e representativo da proximidade à zona ribeirinha e da “ligação intrínseca à Ria de Aveiro e à construção naval”, disse Diamantino Sabina, acreditando que este seja um projeto de continuidade. Para o autarca, ter pessoas interessadas em obter o conhecimento da arte e do saber-fazer é uma conquista. Mesmo que daqui não saiam futuros carpinteiros navais, a transmissão do conhecimento será assegurada e, quem sabe, este pode ser o embrião para outras navegações. Diamantino Sabina lançou o desafio aos alunos para a criação de uma empresa de construção naval artesanal.</p>
<p><a href="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2015/06/Moliceiro.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-13121 size-full" src="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2015/06/Moliceiro.jpg" alt="" width="687" height="458" /></a></p>
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<p style="font-weight: 400;"><strong>A construção de barcos em madeira no concelho remonta ao século XIX</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">O Concelho de Estarreja, sempre teve uma ligação direta com a Ria de Aveiro, através dos seus inúmeros esteiros e canais, nas várias freguesias. A freguesia de Pardilhó, situada à margem dos grandes eixos rodoviários e fortemente marcada pela importância dos seus esteiros, particularmente da Ribeira da Aldeia, do Nacinho, das Bulhas e das Teixugueiras, sempre foi uma terra dedicada à agricultura.</p>
<p style="font-weight: 400;">A sua direta ligação à Ria fez com que se desenvolvesse a indústria da construção naval, de cujos estaleiros saíram os Moliceiros, que sulcando águas com toda a sua elegância e magnificência cumpriram a tarefa única da apanha do moliço, e os barcos mercantéis, autênticos pioneiros e suportes do tráfego comercial entre Aveiro e as comunidades ribeirinhas, sobretudo no transporte do sal e de materiais de construção civil.</p>
<p style="font-weight: 400;">Segundo a Estatística Industrial do Distrito de Aveiro, de 1867, o concelho de Estarreja que então abrangia a Murtosa, registou o lançamento à água de 85 barcos, entre os quais barcos grandes de pesca no mar.</p>
<p style="font-weight: 400;">No início do século XX, a carpintaria naval intensificou-se, com o aumento do lançamento à água de várias embarcações. O engenho e destreza dos mestres e a abundância da mão-de-obra especializada justificou a fixação em Pardilhó, em 1937, da sede do Sindicato Nacional dos Carpinteiros Navais do Distrito de Aveiro.</p>
<p style="font-weight: 400;">Na década de 40/50 havia, só em Pardilhó, mais de 30 carpinteiros navais no ativo. A arte foi passando, de geração em geração, com instrução pelos velhos mestres e os estaleiros servindo de escola aos novos aprendizes. A Carpintaria Naval foi a atividade económica mais significativa da história de Pardilhó.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Curso de Formação Profissional de Construção Naval</strong></p>
<p><em>(Gratuito)</em><br />
<em>Duração: 400 horas (em vários módulos, 3 dias por semana)</em><br />
<em>Horário: Segundas e quartas-feiras 18h – 23h / Quinzenalmente aos sábados (8h30 – 13h30)</em><br />
<em>Parcerias:</em><br />
<em>FOR-MAR – CENTRO DE Formação Profissional das Pescas e do Mar</em><br />
<em>Centro Qualifica de Estarreja</em><br />
<em>Cofinanciado por IEFP e DGRM</em></p>
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