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Procuradora-Geral da República presta tributo a Arala Chaves

Homenagem ao Procurador da República, Eduardo Arala Chaves

 

Joana Marques Vidal, actual Procuradora-Geral da República, prestou, esta quinta-feira, uma homenagem pública a Eduardo Arala Chaves, “grande Procurador da República que era natural de Ovar”. O seu exemplo de “independência que deixou como marca aos magistrados e que ainda hoje se mantém e manterá”.

“Pela sua integralidade, respeito profundo que tinha pelas instituições, pelo sentido de independência que deixou como marca aos magistrados e que ainda hoje se mantém e manterá, viemos prestar-lhe tributo” que assumiu a forma de uma fotografia do CSMP junto do busto do ex-Procurador-Geral da República, Conselheiro Eduardo Augusto Arala Chaves.

A reunião foi de “especial significado pelo reconhecimento a Eduardo Arala Chaves, pela sua herança e importância que teve no Ministério Público de hoje”. A Procuradora disse que foi o sobrinho, Augusto Arala Chaves quem “muito pugnou para que esta reunião se realizasse em Ovar”. Actualmente a integrar o Conselho Superior do Ministério Público, “foi ele que com o seu amor à terra e ao Ministério Público quem insistiu para que esta reunião se realizasse aqui”, acrescentou. “Presto aqui homenagem e agradecimento pessoal pela prestação excepcional que tem dedicado a este conselho, com a sua sabedoria, rigor e o modo como nos tem ajudado a ser uma estrutura melhor”.

A própria Joana Marques Vidal confidenciou que viveu em Ovar, há 60 anos, e por isso “também tenho uma ligação a esta terra”.

O Conselho Superior do Ministério Público (CSMP), o órgão de supervisão e disciplina dos procuradores, reuniu em Ovar, naquela que foi a segunda reunião descentralizada deste organismo, que normalmente reúne em Lisboa. Antes tinha reunido no Porto e têm marcados outros dois encontros do plenário em Setembro, um em Coimbra e outro em Évora.

Há quem entenda esta medida do órgão presidido por Joana Marques Vidal como a despedida da procuradora-geral. Joana Marques Vidal ontem disse apenas que estas reuniões servem para “os magistrados apresentem as suas preocupações e mostrem como o Ministério Público está a trabalhar”.

Foto: CMO

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