CarnavalEspecial CarnavalSlider

“Carnaval pode alcançar o ‘break even point'” – Salvador Malheiro

O presidente da Câmara Municipal de Ovar assume que “o Carnaval é, para nós, a grande festa do povo vareiro e temos vindo a trabalhar no sentido de melhorar a organização a todos os níveis”. Salvador Malheiro assegura que a organização tem vindo a trabalhar na melhoria da segurança, protecção, condições de visibilidade e respeito pelas questões ambientais, “mas nunca descuramos que a questão da sustentabilidade financeira era um dos nosso objectivos”.

O edil que se vem revelando um bom folião frisa que “nunca escondemos que o Carnaval tem potencial e queremos, em conjunto com outras medidas, alcançar o ‘break even point’, ou seja, o ponto em que a sua organização atingirá o equilíbrio financeiro, à semelhança do que sucede com outras organizações, nomeadamente em Santa Maria da Feira ou em Aveiro”. E ir mais longe: “Fazer do Carnaval um evento gerador de receita”.

Nesse contexto, também preocupada com a segurança, de há dois anos a esta parte, a organização do Carnaval de Ovar tem vindo a implementar um controle apertado das entradas no centro da cidade na Noite Mágica (segunda-feira Mágica), por todos reconhecida como tendo uma afluência demasiado elevada.

A organização revelou que, em 2018, estiveram 55 mil foliões nas ruas da cidade na Noite Mágica, e em 2019, esse número subiu para os 77 mil. Salvador Malheiro sustenta que “esta afluência coloca em causa as condições de segurança dentro do centro da cidade”.

Os pórticos introduzidos conseguiram impedir a entradas de armas e bebidas alcoólicas, etc, no recinto. Ao fim de dois anos de teste, a organização avança para fase seguinte que passa por  “conciliar estas duas questões, da segurança e da sustentabilidade financeira, implementando a cobrança de bilhete na entrada na Noite Mágica”.

A aposta na programação do Carnaval de Ovar, para além da Noite Mágica e dos diversos desfiles é, segundo ao autarca, “fortíssima”, destacando os nomes do cartaz musical. Salvador Malheiro considera que “a aceitação tem sido positiva por parte da comunidade vareira, pois os valores são irrisórios: os moradores nada irão pagar e os visitantes que comprarem previamente pagarão apenas um euro, enquanto os de última hora, no dia, pagarão 3 euros”.

 

 

 

 

Artigos relacionados

Deixe uma resposta