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Bar acusado de não cumprir lei do ruído vai fechar

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A Câmara Municipal de Ovar informou o vereador Vitor Amaral, no decorrer da última reunião do executivo, que já emitiu o despacho de encerramento do bar que é motivo de queixa por excesso de ruído na praia de Esmoriz. A autarquia acrescenta que a ordem será, em breve, executada.

Desde que comprou um apartamento, por cima do referido bar, que António Fernando Sousa diz que a sua vida se transformou num pesadelo. Sem conseguir lá dormir, porque “era o inferno todas as noites” no estabelecimento que ocupa 100% da área do apartamento, apresentou reclamação na Câmara Municipal de Ovar na altura do executivo liderado por Manuel Oliveira.

“Hoje, a estas horas, por baixo de minha casa, que deveria ser o local do meu descanso e da minha família, 130 m2 de café/bar, mais 40 m2 de esplanada, continuam a laborar com vários testes de incumprimento do Regulamento Geral de Ruído (RGR), determinações de tribunais e Câmara Municipal para o seu encerramento, sem que nada seja feito para dar cumprimento aos nossos direitos”.

“Parece que todos são obrigados a cumprir o RGR, excepto um”, critica. Depois de anos de luta marcados por muitas tentativas falhadas de encerramento do café, de avanços e de recuos num processo cujos contornos não são fáceis – inclui alegados problemas de saúde e uma queixa crime na Polícia Judiciária contra Salvador Malheiro e os proprietários do café, tudo indica que o encerramento vai concretizar-se, fechando uma página alegadamente difícil na vida da família de António Fernando Sousa. Apesar de várias tentativas, não foi possível contactar o bar em causa via telefone, mas sabe-se que os seus proprietários têm lutado na justiça por não concordarem com a opinião do morador.

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