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“A Coleção” do Museu como nunca a viu antes

A exposição “Museu de Ovar na Casa da Praça – A Coleção”, que reúne algumas das obras do seu vasto espólio, foi inaugurada no dia 11 de setembro num edifício conhecido por “Casa da Praça”, com fachadas azulejares entre a Praça da República e a Rua Cândido dos Reis.

coleção1A actual fase de reconstrução do seu interior proporcionou diferentes cenários para enquadrar as várias linguagens artísticas, segundo a curadoria de Ismael Varanda e José Rosinhas.

A Casa da Praça, como que revivendo o espirito e ambiente cultural das diferentes gerações da família Calma, deu lugar a uma casa da cultura e dos artistas, numa noite em que a nova direcção do Museu de Ovar marcou a diferença na oferta cultural da cidade de Ovar, ao assumir desta forma, uma nova relação entre as pessoas e a instituição com mais de meio século que tem ainda muitas surpresas para partilhar sobre o seu acervo.

Perante desabafos de reconhecimento e surpresa pelo sucesso deste evento inovador na cidade, cujos apoios para a sua organização mereceram um reconhecido agradecimento do presidente da direcção, Manuel Cleto.

Na cerimónia de inauguração, o artista plástico José Rosinhas que lançou o desafio para este projecto cultural, falou da “abertura do Museu ao público”, afirmando que “a instituição está preparada para uma mudança de abordagem à sua colecção e também para uma nova abordagem com o público visitante”.

Na apresentação feita por José Rosinhas, a exposição ocupa “dois pisos que se tornam dois palcos e que mostram várias linguagens plásticas como a pintura, o desenho, a fotografia, a escultura, a serigrafia e a litografia. Uns retratam as pessoas, a paisagem portuguesa, outros o seu pensamento crítico sobre a sua pesquisa artística”.

Quem aproveita para entrar nesta casa do início do século XIX, por entre um cenário de obras de reconstrução, vê destacarem-se trabalhos fotográficos assinadas por Rui Palha, Rui Pires, José Fangueiro, Jacques Hamel, Fernando Pinto ou Virgílio Neves entre outros. Imagens que partilham a entrada principal com uma singela homenagem da actual proprietária do edifício, Cristina Calma, à sua família, com fotos do trisavô, avós e pais.

Gerações da família Calma radicada em Ovar desde início do século XIX, vinda de Terras do Douro. Uma memória familiar que enriqueceu o espaço escolhido para a mostra da “A Coleção”.

A exposição pode ser visitada até ao dia 20 de setembro entre as 17 e as 22 horas na “Casa da Praça” para se descobrir autênticos tesouros de arte que vão desde nomes como: Manuel Cargaleiro, Jorge Barradas, Júlio Resende, Júlio Pomar, Artur Bual, Querubim Lapa, Vieira da Silva, Dórdio Gomes, Alberto Carneiro, Guilherme Camarinha, Milly Possoz, Teixeira Lopes, Domingos Pinho, Luís Demée, José Mouga, Abel Manta, Abel Salazar, Pericle Fazzini ou Alberto Gallingani, entre várias outras gerações de artistas também representados, nomeadamente: António Melo Rosa, Carlos Vanzeller, José Rosinhas, Correia Pinto, Rosa Bela Cruz ou Sara Alves para além de vários outros nomes das artes, que ao longo destes anos têm demonstrado o seu reconhecimento ao Museu de Ovar através da doação de obras de arte, que com estes projetos são apresentados ao público valorizando e divulgando “A Coleção”.

José Lopes

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