CulturaSlider

“Árvore da Biblioteca” quase classificada com estatuto de interesse público

O Feijoeiro-da-Índia ou “A árvore da biblioteca”, como é conhecida, apesar das diversas vicissitudes pelas quais tem passado, alheia a pandemias, mantém a sua pujança aos 23 anos de vida (1997/2020).

A tantas histórias que testemunhou e tem para contar vai acrescentar mais uma, já que o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas tem em curso o processo da sua classificação, iniciado em 2017, como Árvore de Interesse Público, na sequência da candidatura apresentada pela Associação Amigos do Cáster.

No documento que serve de suporte à candidatura, Ângela Castro, responsável da Biblioteca Municipal de Ovar, diz: “A “Árvore da Biblioteca” Erytrina crista-galli, que nos acompanha há vinte anos (o edifício da Biblioteca Municipal de Ovar foi inaugurado a 3 de Maio de 1997), para aqui veio, pequena, num vaso. Leigos na matéria, não antevíamos, então, a beleza desta escolha da arquitecta paisagista responsável”.

Recorda o ano de 2001 em que, “na sequência de um enorme temporal, a nossa árvore tombou. Tombada, esteve na iminência de ser cortada como várias outras árvores caídas nessa noite mas, em boa hora, foi-lhe dada uma nova oportunidade e o resultado está à vista, aliás, a sua beleza e originalidade decorrem, também, da curvatura acrescentada pela tormenta que, na Primavera/Verão, a transforma num imenso guarda-sol verde, salpicado de vermelho, tão apreciado por miúdos e graúdos e muito fotografado por quantos nos visitam, porque árvores como a nossa não se encontram em todo o lado.”

Destaque ainda para um incentivo muito importante de Raquel Lopes, Bióloga da Universidade de Aveiro e investigadora sobre árvores monumentais portuguesas, que considerou esta árvore “um bonito exemplar e com características dignas para se poder classificar como exemplar de interesse público”.

“A classificação da “Árvore da Biblioteca” será um motivo de orgulho para Ovar e um importante passo na protecção e conservação deste exemplar único”, asseguram os “Amigos do Cáster”.

 

Artigos relacionados

Deixe uma resposta