Política

BE: Hospital de Ovar está “no limite das capacidades”

O Bloco de Esquerda (BE) alertou, esta segunda-feira, para as carências do Hospital Francisco Zagalo, em Ovar, que “está a funcionar no limite das suas capacidades”.

Em declarações à agência Lusa, o deputado do Bloco Moisés Ferreira disse que o Hospital de Ovar “tem tido menos financiamento, ano após ano, mas ao mesmo tempo a tutela tem exigido mais atos médicos contratualizados”.

“Em 2013, este hospital tinha um orçamento superior a 6,5 milhões de euros e, neste momento, tem um orçamento de cerca de 5 milhões de euros”, disse Moisés Ferreira, no final de uma reunião com o conselho de administração do Hospital de Ovar.

Segundo o bloquista, esta redução originada pelos “cortes cegos” feitos pelo governo PSD/CDS no Serviço Nacional de Saúde (SNS), cria um “enorme” constrangimento financeiro, que “coloca em causa o próprio funcionamento do hospital, que muitas vezes encontra-se impedido de dar a melhor assistência e prestar os melhores cuidados”.
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Para Moisés Ferreira, esta situação não é aceitável, porque “quando temos uma unidade de saúde a funcionar no limite, é muito fácil que um pico de procura ou uma situação atípica possa levar a uma rotura da resposta”.

Além da questão financeira, o parlamentar refere que o Hospital de Ovar tem outro problema de fundo que é o facto de a anterior tutela não ter definido quais eram as suas competências e qual era o seu âmbito dentro do SNS.
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“Isto é um problema muito grave que impede qualquer planeamento estratégico nesta unidade, porque a administração não sabe onde é que deve apostar”, referiu, defendendo que é preciso que o novo Governo proceda a essa caracterização.

Moisés Ferreira anunciou ainda que o BE apresentou hoje uma iniciativa legislativa na Assembleia da República onde recomenda ao Governo que faça um levantamento de todas as necessidades do SNS para “corrigir e colmatar essas falhas”.

“É preciso que se comece a reverter os cortes que foram feitos durante os últimos quatro anos de forma a garantir o funcionamento do SNS como queremos que seja – funcional, universal e que dê as respostas necessárias aos doentes. Não podemos aceitar um país onde a austeridade sacrifica a prestação de cuidados de saúde”, defendeu o parlamentar. (Lusa)

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