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Cândido Costa conta como é viver o “cerco” em Ovar

O antigo jogador do FC Porto, Cândido Costa está no Furadouro, em Ovar, ‘preso’ no cerco sanitário criada pelas autoridades por causa da Covid-19. O ex-futebolista, agora comentador na TVI, explica que “esta calmaria faz-me alguma confusão. Inicialmente até foi agradável, mas agora já começo a desesperar”, revela, manifestando como a vida prega estas partidas, nesta “guerra” onde fica em casa “de pijama a ver séries”.

“Estamos completamente à mercê da natureza e das vicissitudes da vida”, salienta Cândido Costa, ele que está com a esposa grávida, na residência ovarense, desde o dia 13 de março.

O antigo jogador revela que tem os pais retidos em Miami e que a família da mulher é numerosa e muito unida e que a situação está a custar muito a todos. Admite também que receios e confiança são estados de espírito que vão passando, por vezes, no pensamento. “Tenho dias em que estou mais confiante, outros em que estou completamente ‘borrado’ de medo. Faço filmes na minha cabeça”.

Em entrevista à ‘Tribuna Expresso’, Cândido Costa lamenta ainda que tenha o mar tão perto e tenha de estar em isolamento, algo que lhe faz pensar na vida. “O que custa mais agora é ter aqui o mar tão perto — vivemos a 500 metros — e não poder tirar partido disso. Isso é o que me tem custado mais. Tem-me importunado muito pensar quanto precisaremos para nos livrar destas amarras.”

“Números podem não corresponder à realidade”

Cândido Costa falou à TVI24 sobre a disparidade entre os números de infectados apresentado pelo presidente da Câmara de Ovar e os números diariamente divulgados pela Direção-Geral da Saúde.

 

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