Política

CDS recomenda ao Governo que agilize obras na Ria de Aveiro

Os deputados do CDS eleitos por Aveiro, João Almeida e António Carlos Monteiro, deram entrada com um Projeto de Resolução que recomenda ao Governo que potencie o uso de todos os mecanismos disponíveis para controlo do nível das águas e atue por forma a agilizar as obras de desassoreamento da Ria de Aveiro.
Na exposição de motivos, os deputados frisam, entre outros, a grande diversidade e riqueza ambiental e paisagística, a beleza natural e o papel fundamental da Ria de Aveiro na agregação do território e do desenvolvimento de toda a região, nos domínios humano, urbano e comercial.

Nos últimos invernos, tem sido cada vez mais frequente a invasão das águas da Ria de Aveiro pela água salgada, que devido à subida do nível das mesmas, inunda os campos de cultivo, danificando as culturas agrícolas e levando à degradação, por vezes irreversível, do solo agrícola.

A subida das águas tem também vindo a colocar em risco os bens dos moradores nas zonas ribeirinhas, bem como afeta os pescadores que diariamente ali operam e que ficam, muitas vezes, impedidos de navegar. Esta situação terá piorado significativamente depois das obras efetuadas, recentemente, no Porto de Aveiro.

Tanto as associações de agricultores e de pescadores, como as autarquias, já solicitaram à tutela medidas para que o nível das águas seja monitorizado e controlado e a Ria desassoreada.

Em 2011, no âmbito do Polis Litoral Ria de Aveiro, estava anunciada a dragagem da Ria, com ações de transposição de sedimentos de locais com problemas de assoreamento para outros locais com défice sedimentar ou para reforço e estabilização de margens e cordão dunar. No entanto, esse foi um dos projetos que ficou por fazer aquando do fim do programa.

Em janeiro deste ano, em declarações à agência Lusa, o Ministro do Ambiente reconheceu a necessidade de dar prioridade ao desassoreamento da Ria de Aveiro, partilhado com a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA).

No entanto, até agora, e com mais um inverno à porta, a situação não está ainda resolvida, subsistindo dificuldades de navegação, com consequências para a pesca e para o turismo e lazer, e mantendo-se o risco de cheia quando começar a época de chuvas.

 

 

 

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