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Jacinto envia 37 novos veículos para a América do Sul

A Jacinto Marques de Oliveira, Sucrs, Lda, de Esmoriz, acaba de enviar 36 veículos novos veículos de combate a incêndio para a Argentina e um para o Chile. Só para a Argentina, a empresa vendeu mais de 100 veículos em 2012 e 2013. “No Chile, que é um dos nossos mercados mais fortes neste momento, eles fixam os preços [em concurso] por quatro anos e agora estamos habilitados a vender para lá até 2019”, explica Jacinto Oliveira.

A exportação foi o segredo da Jacinto Marques de Oliveira Sucessores para mais do que duplicar a facturação entre 2011 e 2015, atingindo os €16,3 milhões. A empresa de Esmoriz fabrica veículos de combate a incêndios, a partir de chassis de marcas como a Mercedes ou a Iveco, que chegam a vários países da Europa, América do Sul, África e Médio Oriente. “Funcionamos com parceiros locais que asseguram a parte comercial e o serviço pós-venda”, explica Jacinto Reis, administrador da empresa. Mas “estamos a pensar abrir alguns escritórios locais próprios, a começar pela Europa”.

“Em 2013 o nosso volume de negócios foi de 23 milhões e esse foi o nosso melhor ano de sempre”, declarou à Lusa o director-geral da empresa, Jacinto Oliveira (Filho). “Mas, como o resultado líquido depende de a encomenda ser de um carro só com chassis – que vale um terço do veículo – ou de esse também ter a superestrutura atrás, as vendas são muito variáveis e 2014 até acabou por ser mais rentável”, acrescentou.

Revelando que, em 2015, a marca vendeu para o estrangeiro 154 veículos, Jacinto Oliveira garante que “a empresa está presente um pouco por todo o mundo” e anuncia: “Este ano já estamos a vender para países com Jordânia, Líbia, Colômbia e para Abu Dabi”. Depois da Argentina e do Chile, a empresa tentar entrar no Peru e na Venezuela.

Rejeitando sempre pedidos de produção para outras marcas, “para evitar que a empresa fique dependente de terceiros”, a Jacinto já exportava residualmente em 2007, mas só em 2010 é que consolidou a sua estratégia de internacionalização.

“No início, em 1954, a fábrica era uma coisa pequenina e começou por especializar-se em bombas de poços e algumas alfaias agrícolas. Depois a empresa foi evoluindo e, em 1975, com o boom dos retornados, passou a desenvolver casas préfabricadas”, conta o director-geral da Jacinto.

Seguiu-se em 1986 o desenvolvimento de uma viatura de combate a incêndios florestais com chassis Toyota Dyna, num protótipo com tração 4×4, e a partir daí a fábrica concentrou-se na produção automóvel específica para bombeiros, visando então apenas o mercado nacional.

“O afrouxamento das encomendas em 2005 é o que nos obrigou a entrar na Galiza, mas, como isso não evitou um certo declínio de actividade, em 2009 só havia duas hipóteses: ou passávamos a exportar, ou desaparecíamos”, explica Jacinto Oliveira.

Engenheiro mecânico e bombeiro voluntário na corporação de Esmoriz, o empresário apostou então no “culto da marca”, reorganizou as novas instalações da empresa, reformulou o horário laboral dos funcionários para que todos pudessem usufruir de folga na sexta-feira à tarde e começou a divulgar o produto da casa em feiras internacionais do sector.

Esse investimento começou a dar resultados em 2011 e o crescimento registado nas encomendas externas reflectiu-se numa redefinição de prioridades, pelo que hoje 85% do volume de negócios da Jacinto se refere à produção de veículos e só o restante a reparação automóvel e serviço pós-venda.

Dos 9,6 milhões de euros exportados em 2014, a maior parte foi encaminhada para clientes de Espanha, França, Itália, Suíça, Chile e Líbia, sendo que a América Latina vem absorvendo uma grande parcela da facturação e a tendência é para essa ainda crescer.

Fundada em 1954, a empresa de Esmoriz, no concelho de Ovar, produz carros para combate a incêndio, ocupa hoje mais de 18.000 quadrados em Esmoriz, emprega 106 funcionários e é gerida pela quarta geração da mesma família.

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