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‘Na Kalha’ sai para a rua em setembro

Depois de um ano de interregno, o ‘Na Kalha’, festival de artes de rua, vai mesmo sair para a rua nos dias 26 e 27 de setembro. A organização é do Colectivo Terylene, constituído por Nuno Pinto, Carlos Silva e Leonor Bandeira, que considera ser tempo de voltar à cultura, “um dos principais pilares do desenvolvimento social das populações” e que “não deve ser vista como meramente virtual”. “Entendemos que nesta fase a cultura tem que regressar ao dia-a-dia das pessoas, com as devidas adaptações fruto dos tempos que se vivem”.

Para a edição deste ano, o colectivo lançou um Open Call que recolheu mais de meia centena de propostas, oriundas de companhias de Espanha e França, por exemplo. “Paralelamente, vamos envolver alguns agentes culturais locais para a sua participação no evento”, asseveram.

Serão dois dias com espectáculos de três vertentes: o teatro de marionetas, circo de rua e música na rua. Outra particularidade do certame é que os espectáculos vão realizar-se em locais onde seja possivel o cumprimento das normas sanitárias, devendo passar alguns deles pelo Largo do Tribunal, Praça das Galinhas ou Praça da República.

O colectivo quer ainda envolver o comércio local, procurando dotar a cidade de alguns apontamentos decorativos e, “uma vez que o nosso projecto tem como objectivo a sua consolidação, ano após ano, a decoração das ruas e vielas de Ovar constituirão uma forte componente do mesmo, transmitindo uma atmosfera completamente diferente do habitual na cidade”.

Tudo vai decorrer no escrupuloso respeito das mais elementares regras de segurança e de saúde pública. Os espectáculos cumprirão as regras, tanto de distanciamento, higienização, controlo de acesso, utilização de meios de protecção, entre outras que poderão vir a ser definidas. “Vamos querer transmitir segurança no retorno à nova realidade a quem nos visita”, garante a organização.

Há, no entanto, dificuldades financeiras para erguer o certame, já que o Colectivo Terylene recorre apenas fundos próprios que, neste momento, ainda são diminutos. Assim, deverão “procurar o apoio de agentes económicos locais, nomeadamente no tecido empresarial e comercial do concelho” em busca de apoios.

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