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O dia em que os Homens da Luta ganharam o Festival e festejaram no Carnaval

Ganharam o Festival RTP da Canção, na noite do dia 5 de Março de 2011 e viajaram logo a seguir para Ovar onde eram esperados na “TentZone” para uma noite de folia, no âmbito da programação do Carnaval desse ano.

Os Homens da Luta chegaram ao “Espaço Tenda” para apresentar o programa da Sic Radical “Vai tudo abaixo” já de madrugada, mas não defraudaram a expectativa: “Fomos recebidos em apoteose”, lembram os irmãos Nuno e Vasco Duarte.

“A luta continua! Dá-lhe Falâncio” eram frases de uma comédia musical inspirada no referido programa no qual transportavam para o palco a realidade. “Camaradas pá, desculpem o atraso mas estavamos ocupados a ser campeões”, atiraram mal subiram ao palco instalado no parque da Senhora da Graça. “Mesmo cansados fizeram grande concerto e acabaram perto das 5 horas da manhã”, recorda um folião que assistiu a tudo.

Os Homens da Luta, que haviam concorrido em 2010 mas que não chegaram a subir ao palco por não cumprirem as regras do concurso, levaram o seu número humorístico ao certame em 2011 e subverteram o sistema. Na verdade, nunca foram propriamente músicos, eram entertainers, mas com um objectivo. “Trabalhamos num paradoxo, andamos no fio da navalha. Filosoficamente, consideramo-nos zeca-afonsianos. A nossa responsabilidade é animar a malta e queremos que as pessoas se riam no nosso número mas com coisas sérias”, admitiam, na altura, Nuno/Neto/Jel.

Os anos passaram e a “luta” foi ficando para trás. Até que, em 2019, o “Tio Jel” começa a publicar vídeos no Instagram de que todo o mundo fala. É Nuno Duarte, conhecido agora como ‘Tio Jel’ cuja popularidade lhe permitiu lançar uma música intitulada ‘Sal Grosso’.

A brincadeira relacionada com esta personagem já tinha começado através de uma série de vídeos virais que o comediante publicou nas redes sociais. Nas gravações, Nuno assume-se como o ‘Tio’ que cuida e ensina todos os seus sobrinhos a aproveitarem a vida, com o ‘espírito do sal grosso’, claro.

Jel surge-nos agora como o tio, o homem que conhece todos os passos de dança, porque é sempre assim quando se está imbuído do mistério de que tanto fala — o sal grosso.

“O sal grosso é um estado de espírito”, explica ele. “Como no budismo há o nirvana, aqui há o sal grosso. Há quem lhe chame uma utopia, uma fé, um modo de vida. É tudo e é nada. Também é ecologia. É respeito pela natureza, absoluto. Sal grosso é anti-poluição”.

Em vésperas de apresentação do programa oficial, quem sabe se o Carnaval de Ovar 2020 não terá o tempero do Sal Grosso.

 

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