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Ovar acordou sob manto de fumo dos incêndios

 

A cidade do Ovar acordou sob um denso manto de fumo dos incêndios que lavram no distrito. O ar está pesado, quase irrespirável. Há cinzas suspensas no ar e cheira a fumo nas ruas e nas casas.

O distrito de Aveiro é um dos mais fustigado pelos fogos em Portugal continental. Ovar tem saído ileso deste flagelo, mas o fumo dos incêndios que nos últimos dias têm fustigado vários concelhos (Águeda, Estarreja, Arouca, Castelo de Paiva) acumulou-se à volta da cidade, criando um manto diáfano de nuvens baixas de fumo que tapam o sol desde o raiar do dia.

A qualidade do ar tem piorado nos últimos dias, em consequência dos incêndios. As crianças, os doentes e os idosos devem redobrar cuidados e, se possível, não inalar estes poluentes perigosos para a saúde.

O fumo dos incêndios florestais apresenta um elevado nível de perigo para a saúde pública. Os malefícios resultam sobretudo da mistura de gases e partículas, algumas com grande potencial cancerígeno, libertadas pelos fogos.

A conclusão consta de um estudo da Universidade de Aveiro conduzido pela investigadora Célia Alves durante a época de incêndios de 2009 e 2010 nos distritos de Aveiro, Viseu e Guarda. Suspensas na atmosfera e arrastadas pelo vento para vastas áreas, as partículas são facilmente inaladas pelas vias respiratórias.

Cada uma dessas partículas engloba “centenas de compostos orgânicos distintos” – de hidrocarbonetos “de elevado potencial cancerígeno” a vários compostos “associados a stresse oxidativo das células”, explicou a coordenadora do estudo e investigadora do grupo de Qualidade de Atmosfera do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM).

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