Política

PCP apela à luta contra o encerramento da Escola Oliveira Lopes

O PCP de Ovar exorta à luta dos valeguenses contra o encerramento da Escola Oliveira Lopes, exigindo ao mesmo tempo as “necessárias obras de requalificação, há muito necessárias e reivindicadas”.

“A Escola Oliveira Lopes, excelentemente localizada, não pode encerrar, e está nas mãos da população lutar por uma escola moderna, dinâmica e com futuro”, reforça o partido que já questionou já o Executivo Municipal sobre a matéria, quer na sua intervenção da Assembleia Municipal de Junho, quer através de um requerimento à Câmara Municipal apresentado pelo deputado municipal do PCP, Miguel Jeri.

A Escola Básica Oliveira Lopes, em Válega, é uma escola centenária, inaugurada em 1910, apenas 3 dias antes da implantação da República. A sua construção, que contou com o forte incentivo financeiro dos irmãos Oliveira Lopes, valeguenses emigrados no Brasil, foi o culminar de uma velha aspiração da população local, após 23 anos de reivindicação deste importante equipamento.

No momento da sua inauguração dispunha de invejáveis materiais e equipamentos escolares, contando com uma pedagogia avançada para a época, inspirada nos ideais republicanos que vigoravam na época.

O significado desta escola para os valeguenses é profundo e vai muito para além do mero significado patrimonial do edifício: ela é uma marca identitária indelével de todos os valeguenses e representa a luta imemorial do povo pelo direito à educação. Actualmente, a Escola EB Oliveira Lopes é uma escola dinâmica, com 110 alunos inscritos e com uma localização de excelência, necessitando apenas obras de requalificação para o seu correcto funcionamento.

Independentemente deste contexto, “assistiu-se nas últimas semanas a diversas movimentações no sentido de encerrar a referida escola, transferindo os alunos para o Centro Escolar da Regedoura, que também conta com cerca de uma centena de alunos”, denuncia o PCP.

No dia 23 de Maio a Associação de Pais convocou uma reunião conjunta dos pais com a Vereadora da Educação, Ana Cunha, na qual esteve também presente o Presidente do Agrupamento de Escolas de Ovar Sul, e onde os pais puderam manifestar o seu desacordo com a transferência dos seus educandos para o Centro Escolar.

No dia 31 de Maio de 2014 (uma semana após eleições) o Ministério da Educação e da Ciência (MEC) divulga um documento anunciando a intenção de proceder ao encerramento de nada mais nada menos que 439 escolas do 1º ciclo de todo o país, no qual não constava a Escola Oliveira Lopes.

Foi por isto, “com enorme espanto que a população se deparou com a lista definitiva publicada pelo MEC no dia 24 de Junho que incluía, agora sim, a Escola Oliveira Lopes”. “Mais espanto causou a reacção do Presidente da Câmara de Ovar, que ao invés de defender a escola e o interesse dos munícipes, se mostrou conivente com os argumentos do governo dizendo ‘compreender ser um acto de gestão’ do Ministério, e chegando mesmo ao ponto de garantir que não haveria contestação por parte dos encarregados de educação”, criticam os comunistas.

Críticas extensivas ao Presidente da Junta de Freguesia de Válega por revelar “igual atitude de conivência relativamente ao desenrolar deste processo”.

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