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POSEUR promove dragagem da Ria

Obra está a acontecer em bom ritmo no canal de Ovar

O projecto de Transposição de Sedimentos para a Otimização do Equilíbrio Hidrodinâmico da Região de Aveiro – vulgarmente designado por Desassoreamento da Ria – foi o tema escolhido para uma promoção do POSEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recurso.

Trata-se de um minuto sobre sobre os trabalhos que decorrem em várias frentes, incluindo Ovar, durante o qual o vice-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente e presidente da Polis Ria de Aveiro, Pimenta Machado, explica o contexto da obra.

Pimenta Machado refere-se aos impactos que a obra terá no reforço das margens da Ria e do cordão dunar atlântico, embora não explique o efeito que terá nas condições de navegabilidade dos canais da Ria.

Sabe-se que, por razões operacionais e também devido à pandemia do Covid 19, a obra não irá terminar no prazo previsto, isto é, no final do ano.

A Polis Litoral Ria de Aveiro informou, entretanto, que os trabalhos de dragagem na Ria de Aveiro continuam a bom ritmo, com 6 dragas e 2 batelões em operação, que se encontram a sul do Carregal no canal de Ovar, no canal em frente ao cais da Tijosa que dá acesso ao cais da Ribeira e no acesso ao Cais do Puchadouro, em Válega.

Do total de 1 milhão de m3 de sedimentos a dragar dos vários canais da Ria, cerca de 650 mil m3 serão depositados nas margens da ria, em zonas baixas ameaçadas pelas cheias, para proteção de pessoas e bens. Nos Canais de Mira e de Ovar até ao Carregal, para além dos depósitos previstos nas margens, parte dos sedimentos, cerca de 350 mil m3 será depositada na praia, na zona de rebentação, de forma a lavar o sedimento e reforçar a deriva litoral, com vista à minimização de efeitos erosivos nestes troços particularmente ameaçados.

Os biorrolos são soluções de engenharia natural, que consistem numa matriz de fibra de coco compacta, com densidade homogénea ao longo de todo o rolo, sendo reforçados externamente por uma rede estrutural, também em fibra de coco. Servem para promover a contenção periférica de zonas sujeitas a erosão, promovendo a sedimentação de material depositado no contexto das dragagens, contribuindo também para a fixação e reabilitação de margens dos canais, para além de poder também servir como substrato à plantação de espécies aquáticas.

Iniciou-se na passada semana a constituição de motas de protecção na envolvente à povoação da Tijosa, no concelho de Ovar, umas das mais ameaçadas e vulneráveis face aos actuais níveis e amplitudes de marés. Com a constituição destas motas de protecção, com recurso ao material dragado nos canais envolventes, pretende-se garantir a salvaguarda de pessoas e bens, reduzir os constrangimentos de acesso à povoação, que frequentemente vê a única estrada de acesso submersa, e possibilitar a utilização de alguns terrenos agrícolas que têm vindo a ser abandonados face à salinização dos terrenos, provocada pelas águas da Ria.

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