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Professor da Secundária Júlio Dinis vence prémio internacional

O professor Carlos Oliveira, da Escola Secundária Júlio Dinis, Agrupamento de Escolas de Ovar Sul, venceu o “Invitrogen Science Hero 2016”, na categoria “Science Educator”.

O docente, do grupo 520 – Biologia – foi o vencedor do concurso internacional “Invitrogen Science Hero”, na categoria Science Educator, que decorreu na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos da América, através de uma votação online, cujos resultados foram, conhecidos no passado dia 5 de dezembro de 2016.

Carlos Alberto de Lima Oliveira é licenciado em biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e é o docente que mais projectos apresentou, até hoje, no Concurso Jovens Cientistas e Investigadores.

Professor das disciplinas de biologia e geologia do 10.º ano e de área de projecto do 12.º ano, Carlos Oliveira é também coordenador do Clube de Ciências da sua escola e participa no Concurso Jovens Cientistas e Investigadores desde o ano lectivo 2007/2008, quando lhe foi dado a conhecer o desafio. Nesse ano, apresentou dois projectos, que foram ambos seleccionados.

Carlos Oliveira já apresentou a concurso cerca de quatro dezenas de projectos. Logo no primeiro ano, participou com PCB’s: Uma Ameaça Xenóbiótica, uma parceria entre o Visionarium, a Escola Secundária Júlio Dinis, de Ovar, e a Escola Secundária de Arouca, que venceu o primeiro prémio e representou Portugal na final europeia, na Dinamarca, onde ganhou um Prémio do Clima.

Este ano, sob o título “When Memory Flies away”, um projecto construído à volta das moscas, causou impacto no certame que decorreu no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, em Lisboa, ao demonstrar que, após os testes, os insectos apresentavam possíveis efeitos de letargia ou confusão induzidos pelo consumo do fármaco. Foi seleccionado para representar Portugal na Final Europeia do Concurso de Jovens Cientistas, que decorreu em Bruxelas.

E depois de concluídos os projectos? Há sequência? Em entrevista à “Super Interessante”, Carlos Oliveira afirma que já teve situações em que aquele desenvolvimento foi determinante na opção profissional dos alunos, até aí com dúvidas sobre a escolha do curso no acesso ao ensino superior. Por outro lado, alguns dos trabalhos dos anos anteriores servem de motivação para os novos alunos, que, partindo dessa base, vão alterando e melhorando o que já tinha sido feito. “Todos os anos, os projectos são apresentados na escola, num dia aberto à comunidade. E todos os anos vêm alunos dos anos anteriores com curiosidade de ver o que fizeram os novos, e também ficam contentes quando os seus projectos tiveram continuidade.”

O docente considera que concorrer é importante, por haver partilha e aprendizagem em termos científicos e sociais, além do estímulo e da motivação para os alunos: “Dar um objectivo é fundamental para o desenvolvimento dos projectos, e os alunos começam a acreditar que conseguem fazer: se os do ano anterior foram, nós também vamos conseguir.” E, como este professor defende que encadear estas partilhas motiva os alunos, concorre a outros certames, nomeadamente o Concurso Ciência na Escola, da Fundação Ilídio Pinho, sendo sempre seleccionado para a fase de desenvolvimento com um ou dois projectos, nas áreas da biologia, da matemática e da física. O seu projecto Hora das Sombras Vivas alcançou uma menção honrosa, neste concurso, na área da física, no escalão para alunos do terceiro ciclo, em 2010. E há ainda o Concurso Escola Alerta, no qual já ganhou menções honrosas.

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