Opinião

Quo Vadis? Aonde Vais? – Sérgio Lamarão Pereira

O que é o Homem? De onde veio? Para onde vai? Catalogado e etiquetado possui apenas uma noção espácio-temporal da sua existência. O tempo é uma referência que nos permite ter uma perceção sensitiva da mudança. O espaço é algo em que nos movimentamos e interagimos com tudo o que nos rodeia. Porém, em última instância, o que sabemos nós?

Existir é sobretudo agir no mundo. Traduz-se em pequenos gestos e movimentos, numa retidão de espírito. É ter a noção de que a vida é breve e como tal torna-se necessário tentar superar alguns dilemas. A existência nem sempre é fácil em virtude de alguns indivíduos não se reverem nalgumas sociedades com assimetrias inqualificáveis. Contudo, já que existimos, apraz-se levar uma vida com o menor índice de sofrimento possível. A vida (esta vida) é breve e não justifica determinados atos a que, com enorme regularidade, se assiste no quotidiano. Embora sem conhecer totalmente a essência do mundo, preocupemo-nos fundamentalmente com os homens. Optemos por compreender a vida e todos os que dela fazem parte.

Somos diferentes, embora semelhantes. Logo, subjetivos! Que as diferenças sirvam mais para unir e descobrir do que para rejeitar e odiar.
A vida pode ser comparada a uma obra de arte, em que damos as cores, os traços e as formas. Vida essa que se encontra num conflito constante, num confronto permanente com os valores, com os traços de uns e de outros. Porque os outros também pintam, também escrevem, também cantam e de facto todos fazem parte da mesma canção.

Façamos da vida uma obra de arte! Façamos do mundo, deste nosso mundo, um lugar melhor!
O tempo na sua cadência, na sua impessoalidade, transforma tudo em tempo. Há um tempo para tudo, um tempo para que os tempos se voltem a reencontrar e hoje…hoje quero imaginar um novo dia, não importa se é com um belo Céu azul e um Sol radiante ou com nuvens cinzentas e delicadas gotas de água. Quero, apenas, que durante todo o dia façamos a nossa reconstrução moral e nos tornemos seres humanos melhores.
Sim, um dia de cada vez!

Sérgio Lamarão Pereira
Ovar, 26 de Julho de 2020

 

 

*escreve com o novo acordo

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