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SV Pereira: Lar tem três utentes hospitalizados e três funcionários infectados

O Lar do Grupo de Acção Social (GAS)  de São Vicente Pereira revelou hoje ter três utentes infetados com o novo coronavírus internados no Hospital de Santa Maria da Feira e três funcionários doentes em isolamento doméstico.
Segundo Madalena Soares, directora técnica do GAS, os casos a inspirar mais cuidados são os de três seniores, nomeadamente um homem de 60 anos, uma senhora de 82 e outra de 97, “já muito débil em termos de saúde geral”.

Esses doentes passam assim a integrar os números da Câmara de Ovar, que na quarta-feira à noite indicava já 497 casos confirmados de covid-19 entre os 55.400 habitantes do concelho que, desde 17 de março, está em estado de calamidade pública e no dia seguinte ficou sujeito a um cerco sanitário com controlo de fronteiras e suspensão de toda a actividade económica não essencial.

“Temos 34 idosos no lar e já todos foram sujeitos a testes de rastreio”, precisou à Lusa a directora do lar de São Vicente Pereira, indicando como doentes já confirmados apenas os três seniores e os três funcionários.

Na instituição trabalham 57 pessoas – afectas ao espaço residencial, ao serviço domiciliário e a um centro de dia que, embora encerrado, continua a distribuir refeições – e também esses técnicos vêm sendo submetidos a exames de diagnóstico, sendo que “cerca de metade já fez o teste ontem [quarta-feira] e os restantes estão a fazê-lo hoje”.

Madalena Soares informou ainda que todos os utentes do lar estão devidamente isolados, após uma reorganização interna que, já antes da detecção destas recentes infecções, procurou assegurar “o máximo distanciamento físico entre cada idoso”.

Os seniores à guarda do lar “não têm sintomas”, estão a ser acompanhados pela equipa médica e de enfermagem da própria instituição, sendo agora uma preocupação crescente a carência de equipamentos de protecção individual.

“Numa atitude de prevenção, comprámos muita coisa, fomo-nos apetrechando no devido tempo e, entretanto, também nos ofereceram viseiras e outro material, mas, face ao presente cenário, nota-se já que, agora, tudo é insuficiente”, defendeu a directora técnica do lar.

Texto: Alexandra Couto / Lusa

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