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Uma Doninha Ternurenta que cheira a livros

A Doninha Ternurenta nasceu há uma semana, está bem e recomenda-se. Carlos Granja, o “pai” do projecto que surgiu na Galeria Entre Artes, em Ovar, está muito apostado no sucesso da Doninha e lembra como surgiu a ideia. “Foi durante o lançamento do meu livro, “Rádio Pirata”, em que sugeri ao proprietário que só lhe faltava uma livraria”. Para surpresa de Carlos Granja (ou não), ele gostou da ideia e “até me apontou o canto onde ela podia ficar”.

Começou a contactar as editoras e também encontrou muita receptividade e, num instante, a Doninha nasceu com cerca de 200 livros. O nome, explica, é “um jogo de palavras ao qual achamos piada e ficou”.

A inauguração correu muito bem, “esteve um ambiente fantástico”, confessando que “as pessoas não entendem bem que isto dos livros é uma paixão e eu deixo-me ir”. O novo espaço tem uma filosofia própria, pois as pessoas podem entrar, tomar um café, um chá, lanchar, consultar um livro e depois comprá-lo, se assim entenderem.

Mas há mais planos para dinamizar a Doninha Ternurenta. “Queremos fazer workshops de ilustração, por exemplo, trazer escritores e criar a figura do leitor fiel que poderá ter direito a um livro ao cabo de algumas aquisições. “Está tudo a ser pensado”, diz Carlos Granja que já tem um novo desafio: criar uma editora em Ovar.

Esta quarta-feira, a Doninha Ternurenta vai apresentar cinema de animação, a partir das 18 horas, seguido de oficina sobre o mesmo, com o apoio do Cinanima. Eis uma boa maneira de comemorar o Dia Mundial da Criança.

 

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