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Universidade de Aveiro cria programa para prever custos da defesa costeira

Um programa informático denominado Coast e desenvolvido na Universidade de Aveiro simula a evolução da linha de costa para as próximas décadas e indica as obras de defesa costeira adequadas, revelou hoje fonte académica.

O novo ‘software’ é composto por três ferramentas: a projeção da evolução da linha de costa para diferentes cenários de intervenção, o dimensionamento da intervenção quando o cenário contempla obras de defesa costeira, e ainda a avaliação de custos e benefícios da intervenção.

O Coast “pretende ajudar não só os cientistas a estudar a erosão costeira como também auxiliar os responsáveis pela proteção da costa na escolha da melhor estratégia para prevenir cenários catastróficos”.

“Face à importância económica e social das zonas costeiras e aos problemas de erosão que enfrentam, é de antecipar um aumento dos investimentos necessários à realização e manutenção de intervenções de defesa costeira a curto e médio prazo”, salienta Márcia Lima, do Departamento de Engenharia Civil (DECivil) da Universidade de Aveiro, que desenvolveu o Coast.

No entanto, adverte a investigadora, “é grande a complexidade associada à escolha da melhor intervenção, uma vez que as soluções economicamente mais atrativas conduzem a maiores perdas de território”.

Para Márcia Lima, atendendo a que “as soluções que melhor ajudam a manter ou a ampliar o território são pouco atrativas do ponto de vista económico”, a solução passa por “um compromisso entre custos e benefícios”.

“A grande mais-valia do Coast em relação às ferramentas já existentes é a integração de três valências importantes na avaliação de intervenções de defesa costeira e o facto de permitir análises custo-benefício das intervenções”, esclarece.

As simulações com o Coast exigem um registo passado e outro actual de batimetria [profundidade do mar] e topografia do local de estudo, e o conhecimento do clima de agitação [estudo das ondas].

É ainda necessário “conhecer o valor atribuído ao território, custos unitários dos materiais e estimativa de custos de manutenção das intervenções, ajustados à realidade do local de estudo”.

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