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Mercadorias vão sair das empresas sob critérios apertados

As empresas sediadas no concelho de Ovar vão poder expedir as suas mercadorias retidas devido ao cerco sanitário, mas sob apertadas regras sanitárias, informou o presidente da Câmara Municipal de Ovar

“Reunimos com as empresas e decidimos, em articulação com a Autoridade Local de Saúde, e vamos permitir que as nossas indústrias possam escoar os seus ‘stocks'”, disse Salvador Malheiro.

Reconhecendo que isso “já permite mitigar um pouco os prejuízos” das empresas locais, realça que “as indústrias vão ter que continuar a estar encerradas e esta expedição de produto final será feita com critérios muito, muito elevados de sanidade”.

Os procedimentos de segurança no transporte dessas mercadorias estão a ser articulados de forma “minuciosamente detalhada” entre empresas e profissionais de Saúde Pública, pelo que o presidente da Câmara acredita que, na circulação desses bens, “a probabilidade de contágio vai ser reduzida a zero”.

Pesados os riscos e as vantagens, Salvador Malheiro acredita que a abertura excepcional do cerco imposto ao concelho terá um efeito positivo: “Irá permitir que as empresas possam retirar dos seus armazéns cerca de 150 milhões de euros que serão fundamentais depois, quando precisarmos de reerguer a nossa economia”.

Quanto à situação de contágio por covid-19 no território, o autarca contabiliza 137 casos de infecção, dois óbitos e cinco recuperações entre uma população na ordem dos 55.400 habitantes, distribuídos por cerca de 148 quilómetros quadrados.

Outro aspecto positivo é que chegaram reforços para o trabalho em curso nos diversos equipamentos de saúde locais e nas novas instalações criadas especificamente para combate à doença (como é o caso de um centro de rastreio, uma unidade de internamento intermédio no Hospital de Ovar e outra para casos ligeiros na Pousada da Juventude de Ovar que pode começar a funcionar antes do previsto).

Em causa está, por um lado, o envio de 1.000 zaragatoas para o Hospital de Ovar, o que permitirá “aumentar bastante o ritmo de testes” para detecção da Covid-19, e, por outro, o compromisso do Instituto Ricardo Jorge de realizar 90 exames de diagnóstico por dia, em paralelo ao trabalho desenvolvido por outros laboratórios, como os da rede Unilabs. (*com Lusa)

 

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