
A ministra do Ambiente, Maria Graça Carvalho, e o presidente da APA, Pimenta Machado, abordaram o problema da erosão na costa vareira durante uma visita às obras de defesa costeira em Espinho.
Pimenta Machado disse que a questão das praias de Ovar é preocupante e lembrou que a APA adjudicou, esta semana, uma avaliação técnica, económica e ambiental da recarga de areias entre Esmoriz e o Furadouro.
O preço base dos estudos para avaliação técnica, económica e ambiental era de 800 mil euros, tendo sido adjudicados por 551.137 euros com um prazo de execução de 668 dias para aquela avaliação e ainda uma análise custo-benefício da intervenção prevista, assim como a construção de um quebra-mar destacado projetado para o Furadouro.
No caso de Maceda, a ministra Maria Graça Carvalho reconheceu o estado crítico da praia, onde a areia desapareceu deixando apenas as falésias à vista. A este acresce outro problema: o risco de uma derrocada na respetiva arriba expor detritos acumulados no antigo aterro sanitário instalado junto ao areal e selado há cerca de 30 anos.
A ministra garantiu, por isso, que a situação da praia de Maceda será revista a tempo do balanço nacional sobre os efeitos do mau tempo na orla marítima portuguesa, anunciado para 11 de março na sede do Porto da APA.
Pimenta Machado explicou que as autoridades estão a trabalhar para que “próxima época balnear decorra com a normalidade, não obstante alguns dos projetos não estarem prontos a tempo, porque os concursos públicos têm o seu timing”.
Maria Graça Carvalho esteve em Espinho para acompanhar as obras de reforço do esporão Sul, uma intervenção essencial para a defesa da linha de costa, a proteção de pessoas e bens e a preservação das praias, um ativo ambiental e económico fundamental para a região e para o país.



